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ONU reúne 80 nações para exigir abertura do Estreito de Ormuz

Em reunião em Nova York, países condenam ataques de Irã e Houthis e pedem retomada da navegação

📝 Redação CCN•24 de setembro de 2026 às 18:48•👁 2 leituras
ONU reúne 80 nações para exigir abertura do Estreito de Ormuz

Na sessão plenária da Organização das Nações Unidas, realizada nesta terça‑feira em Nova York, 80 Estados‑membros exigiram a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e condenaram os recentes ataques perpetrados pelo Irã e pelos rebeldes houthis. A decisão foi apresentada em um documento conjunto que ficou à disposição dos delegados após a votação.

O pedido surge após semanas de interrupções esporádicas na passagem de navios comerciais, provocadas por mísseis e drones disparados contra embarcações que transitam pelo corredor marítimo. O estreito, responsável por cerca de um quinto do comércio global de petróleo, tem sido alvo de disputas geopolíticas desde que o Irã elevou o tom das hostilidades na região. Os houthis, apoiados por Teerã, intensificaram as ações contra navios ocidentais, justificando‑as como retaliação a sanções econômicas. A comunidade internacional, já alerta sobre a escalada, buscou na ONU um canal diplomático para pressionar a reversão das ofensivas e garantir a segurança das rotas de abastecimento.

Para os exportadores de energia e para as companhias de navegação, a suspensão parcial da livre circulação no Estreito de Ormuz pode elevar os custos de transporte e gerar flutuações nos preços internacionais do petróleo. Consumidores em todo o mundo sentem o efeito nas bombas de gasolina e nos contratos de energia. Além disso, o risco de acidentes envolvendo grandes cargueiros aumenta quando rotas alternativas, mais longas e caras, são adotadas. A pressão para restaurar a normalidade, portanto, tem implicações diretas nos orçamentos de indústrias que dependem de insumos importados.

A declaração assinada pelos 80 países traz números que reforçam a gravidade da situação: o estreito movimenta cerca de 21 milhões de barris de petróleo por dia, e a interrupção parcial já provocou um aumento de 1,5% nos preços do Brent nas últimas 48 horas. Entre os signatários, destacam‑se as maiores economias produtoras e consumidoras de energia, que sublinharam a necessidade de manter a livre navegação como pilar da estabilidade econômica global. A fonte da informação, o portal InfoMoney, destacou ainda que a maioria dos países pediu ao Conselho de Segurança que avalie medidas adicionais, caso os ataques continuem.

Com a votação concluída, o próximo passo será a deliberação do Conselho de Segurança, que pode autorizar sanções mais rígidas ou criar uma missão de monitoramento no estreito. Delegados indicaram que a comunidade está disposta a considerar um regime de inspeção conjunta, embora ainda não haja consenso sobre quem comandaria tal iniciativa. Enquanto isso, as negociações bilaterais entre Teerã e potências ocidentais permanecem em curso, buscando abrir canais de comunicação que evitem novas escaladas. O acompanhamento da situação será intenso nas próximas semanas, com relatórios diários da ONU e análises de agências especializadas em segurança marítima.