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MP denuncia grupo por ‘Tigrinho’ e lavagem de R$ 20 milhões no TO

Nove pessoas são acusadas de liderar esquema ilegal que movimentou valores em Palmas e região

📝 Redação CCN23 de agosto de 2026 às 00:26👁 6 leituras
MP denuncia grupo por ‘Tigrinho’ e lavagem de R$ 20 milhões no TO

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou nove pessoas por integrar uma organização criminosa que usava o ‘Jogo do Tigrinho’ para lavar dinheiro. O esquema, investigado pela Polícia Civil do estado, movimentou mais de R$ 20,4 milhões e foi alvo da Operação Tigre de Areia. A denúncia foi apresentada à Justiça após meses de apuração, com indícios de que o grupo atuava de forma coordenada para esconder a origem ilícita dos recursos.

A investigação começou após suspeitas de que o ‘Tigrinho’ — jogo de apostas amplamente disseminado em redes sociais — servia de fachada para atividades ilegais. Segundo apurou a polícia, a organização era liderada por uma influenciadora digital, que usava sua popularidade para atrair participantes e mascarar a movimentação financeira. Os acusados são responsáveis por recrutar apostadores, gerenciar os valores e repassar lucros a terceiros, tudo por meio de contas bancárias e transações que dificultavam o rastreamento.

Os números revelam a dimensão do esquema: mais de R$ 20 milhões passaram pelas mãos do grupo, com depósitos em bancos e transferências entre contas de laranjas. A Polícia Civil identificou que os valores eram pulverizados em pequenas quantias para evitar a fiscalização, prática comum em crimes de lavagem de dinheiro. A operação que desmantelou a quadrilha foi deflagrada há alguns meses, mas só agora o MPTO formalizou a denúncia, com base em provas colhidas durante as investigações.

Para quem vive em Palmas e no interior do Tocantins, o caso reforça alertas sobre os riscos de apostas online e a facilidade com que criminosos se aproveitam de plataformas digitais. A Polícia Civil e o MPTO já haviam alertado a população sobre golpes envolvendo jogos de azar pela internet, mas o volume de recursos movimentados chama atenção. A Justiça agora terá de analisar a denúncia e decidir sobre a prisão preventiva dos acusados, que podem responder por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e outros crimes conexos.

O MPTO não divulgou nomes dos denunciados nem detalhes sobre a influenciadora, mas informou que as investigações continuam para identificar possíveis vítimas e outros envolvidos. A Polícia Civil, por sua vez, deve apresentar relatórios complementares nos próximos dias. Enquanto isso, a população deve redobrar a atenção com aplicativos e sites que prometem ganhos fáceis, pois muitos deles podem esconder esquemas criminosos.

O caso também coloca em pauta a fiscalização de jogos online no Tocantins, onde a legislação estadual ainda busca se adequar às novas formas de apostas pela internet. Autoridades locais já discutem a necessidade de regulamentação mais rígida para evitar que o estado se torne um polo de atividades ilegais. Enquanto isso, a denúncia do MPTO é um passo importante para desmantelar redes que exploram a confiança de apostadores em busca de lucros rápidos.