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Laudo do IML contradiz versão da Seciju sobre morte em Araguaína

Documento aponta lesões e traumatismos em detento encontrado morto na Unidade Penal; governo havia relatado mal súbito

📝 Redação CCN06 de junho de 2026 às 17:11👁 2 leituras
Laudo do IML contradiz versão da Seciju sobre morte em Araguaína

O Instituto Médico Legal do Tocantins identificou sinais de violência física no corpo de Aparecido da Silva Cruz, 42 anos, encontrado morto na Unidade Penal de Araguaína (UPA) na última semana. O laudo contradiz a explanação inicial da Secretaria de Cidadania e Justiça, que havia informado um quadro clínico dentro da prisão.

A documentação médica registra múltiplas lesões, contusões generalizadas, traumatismos e fraturas no corpo do detento. O conjunto de ferimentos apontados no relatório sugere agressão direta, diferindo da narrativa apresentada pelo órgão responsável pela administração penitenciária estadual.

A morte ocorreu dentro da unidade que fica a 450 quilômetros de Palmas e responde administrativamente à capital do estado. Desde a abertura da UPA há alguns anos, a prisão em Araguaína concentra detentos do norte tocantinense e enfrenta históricos relatos de superlotação e deficiências estruturais.

A divergência entre o parecer técnico do IML e a explicação governamental reabre o debate sobre as condições operacionais do sistema penitenciário tocantinense. Familiares do falecido questionaram rapidamente a versão inicial divulgada. Grupos defensores de direitos humanos já sinalizam pressão por apuração detalhada dos acontecimentos dentro da unidade.

A Seciju ainda não se posicionou publicamente após a divulgação do laudo. Palmas aguarda esclarecimentos sobre quais circunstâncias rodearam a morte e se houve envolvimento de servidores penitenciários ou conflitos entre internos. O caso chega em momento de tensão nas prisões estaduais, marcado por motins recentes em outras unidades.

O IML entregou seu parecer ao Ministério Público do Estado, que agora decide sobre abertura de investigação criminal. Daqui para frente, é esperado que a Polícia Civil se envolva na apuração, caso seja formalizado inquérito. Moradores de Araguaína e cidades vizinhas acompanham o desenrolar diante dos antecedentes de violência registrados nas dependências.

A segurança pública e a administração carcerária integram compromissos constantemente cobrados pela população tocantinense em pesquisas de satisfação e nas redes sociais. Cada caso de morte em presídio acirra críticas ao governo estadual sobre gestão e investimento na área penitenciária.