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Coronel do Exército morre após acidente com parapente no Rio

Vítima foi socorrida mas não resistiu aos ferimentos; parapente teria se enroscado em linha de pipa durante voo solo 14/05 RJ

📝 Redação CCN29 de agosto de 2026 às 14:55👁 9 leituras
Coronel do Exército morre após acidente com parapente no Rio

Um coronel do Exército morreu na tarde desta terça-feira após sofrer um acidente durante um voo de parapente na região serrana do Rio de Janeiro. Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima, de 58 anos, foi resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital horas depois. A queda ocorreu em um trecho de voo solo, quando o equipamento teria se enroscado em uma linha de pipa, segundo informações preliminares da Polícia Militar local.

O acidente aconteceu por volta das 15h30, em uma área conhecida por praticantes de esportes aéreos na cidade de Teresópolis, a cerca de 100 quilômetros da capital fluminense. Testemunhas relataram que o parapente começou a perder altitude rapidamente após o emaranhado com a linha, obrigando o piloto a acionar o sistema de emergência. O resgate foi coordenado pelo Corpo de Bombeiros, que localizou a vítima caída em um terreno íngreme, próximo a uma estrada secundária. O coronel foi transportado de helicóptero para o Hospital Municipal de Teresópolis, onde permaneceu em atendimento até o óbito.

A morte do militar levanta questionamentos sobre os riscos associados à prática de parapente em áreas densamente povoadas, especialmente quando há presença de linhas de pipa no ar. Em 2023, a Aeronáutica registrou 12 acidentes fatais envolvendo esportes aéreos no país, sendo três deles com parapentes. A Polícia Militar do Rio informou que irá investigar as causas exatas do acidente, incluindo a possibilidade de falha técnica ou condições climáticas adversas no momento do voo.

Segundo o laudo preliminar do Instituto Médico Legal, o coronel apresentava múltiplas fraturas e traumatismo craniano, lesões incompatíveis com a sobrevida. A corporação a que pertencia o militar já emitiu nota oficial lamentando o ocorrido e anunciou o início de um inquérito interno para apurar responsabilidades. Familiares da vítima foram notificados e já se encontram em Teresópolis para tratar dos procedimentos legais.

A prática de parapente no estado do Rio é regulamentada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que exige autorização prévia para voos acima de 150 metros de altitude. No entanto, a fiscalização costuma ser mais rigorosa em áreas próximas a aeroportos ou em regiões com tráfego aéreo intenso. O acidente desta terça-feira deve reforçar os debates sobre a segurança em esportes radicais, especialmente em locais onde há sobreposição de atividades recreativas, como o uso de pipas.

A Polícia Civil do Rio já solicitou imagens de câmeras de segurança da região para reconstituir os momentos que antecederam a queda. Enquanto isso, a ANAC anunciou que irá revisar os protocolos de fiscalização para voos de parapente em áreas com histórico de acidentes envolvendo linhas de pipa. O caso também será encaminhado ao Ministério Público para análise de possíveis irregularidades.

O Corpo de Bombeiros de Teresópolis divulgou um comunicado pedindo cautela aos praticantes de esportes aéreos, destacando que a região possui ventos fortes e terrenos irregulares, fatores que aumentam a complexidade dos voos. Autoridades locais já haviam alertado sobre o perigo das linhas de pipa, que podem causar danos graves em aeronaves de pequeno porte.

Enquanto a investigação avança, a comunidade de parapentistas do Rio de Janeiro já se mobiliza para cobrar mais fiscalização e campanhas de conscientização. O acidente reacende discussões sobre a necessidade de regulamentações mais rígidas, especialmente em áreas onde a prática esportiva se sobrepõe a outras atividades aéreas.

A Polícia Militar informou que o inquérito deve ser concluído em até 30 dias, com a possibilidade de indiciamento por negligência ou imperícia, caso sejam identificadas falhas nos procedimentos de segurança do voo. Até lá, a família do coronel deve receber apoio psicológico e assistência jurídica por parte da corporação.

O caso será acompanhado de perto pela mídia e pela sociedade, que já cobra respostas rápidas das autoridades competentes. Enquanto isso, a comunidade de esportes aéreos aguarda por mudanças que possam evitar novos acidentes como este.