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Fininha, ex-Rede Anhanguera, morre em Palmas aos 70 anos

Ex-paginador e vendedor de editais públicos da Rede Anhanguera faleceu na manhã de quarta-feira (12) em Palmas

📝 Redação CCN20 de agosto de 2026 às 01:33👁 2 leituras
Fininha, ex-Rede Anhanguera, morre em Palmas aos 70 anos

Na manhã de quarta-feira (12), o ex-colaborador da Rede Anhanguera Édson Luiz Severino, conhecido como Fininha, morreu aos 70 anos em Palmas. A causa do óbito foi pneumonia, segundo informações da família. O velório ocorreu ainda no mesmo dia, com o enterro marcado para esta quinta-feira (13) no cemitério local. A esposa e os dois filhos do profissional não quiseram se pronunciar sobre o caso.

Fininha começou na Rede Anhanguera ainda na década de 1990, em Goiânia. Sua trajetória na empresa começou como paginador, função que na época envolvia a organização física das páginas do jornal impresso antes da impressão. Com o tempo, migrou para a venda de editais públicos, atividade que exigia contato constante com órgãos governamentais e empresas interessadas em licitações. Colegas da época o descrevem como um profissional dedicado, sempre disposto a ajudar nos bastidores da redação.

A morte de Fininha não representa apenas a perda de um profissional da comunicação, mas também o fim de uma fase dos jornais impressos no Centro-Oeste. Naquele período, a Rede Anhanguera era referência em Goiás e expandia sua atuação para outros estados, incluindo Tocantins, onde já circulava com força nos anos 1990. A empresa foi uma das principais responsáveis por levar informações impressas a uma região que ainda buscava se consolidar economicamente e politicamente.

A trajetória de Fininha reflete a história de muitos profissionais que trabalharam nos bastidores dos veículos de comunicação, especialmente em um momento em que o impresso ainda dominava o acesso à informação. Em Goiânia, ele foi parte de uma equipe que ajudou a estruturar a produção de jornais antes da era digital, quando cada página precisava ser montada manualmente, com recortes, colagens e ajustes precisos para que a impressão saísse correta. Essa fase, embora árdua, era fundamental para a qualidade do produto final.

A transição para a venda de editais públicos mostrou outra faceta de seu trabalho. Na época, licitações governamentais eram um filão promissor para os veículos de comunicação, que atuavam como intermediários entre empresas interessadas e órgãos públicos. Fininha, com seu jeito de se relacionar, conseguiu construir uma rede de contatos que o tornou conhecido no meio. Colegas da Rede Anhanguera na época lembram dele como alguém que não media esforços para resolver problemas ou facilitar processos, características que o tornaram respeitado entre colegas e clientes.

A morte de Fininha chega em um momento em que o Tocantins, e Palmas em particular, vivem transformações profundas na forma como a população consome notícias. A migração para o digital reduziu drasticamente a circulação de jornais impressos, e veículos como a Rede Anhanguera, que já foram referências, hoje enfrentam desafios para se manter relevantes. A trajetória de profissionais como ele ajuda a entender como era o dia a dia das redações antigas, quando o impresso ainda era o principal meio de comunicação.

Para quem viveu aquela época em Palmas, a notícia da morte de Fininha traz à tona lembranças de um tempo em que os jornais impressos eram a principal fonte de informação para a população. Na década de 1990, a cidade ainda dava seus primeiros passos como capital do Tocantins, recém-emancipada, e a chegada de veículos como a Rede Anhanguera ajudou a moldar a identidade local. Hoje, com a internet dominando o acesso à informação, muitos desses profissionais e veículos já não existem mais, ou tiveram que se reinventar.

O enterro de Fininha nesta quinta-feira (13) no cemitério local encerra uma trajetória que começou há mais de três décadas. Enquanto a cidade segue sua rotina, a memória de profissionais como ele permanece como um registro de uma época em que o impresso ainda era rei. Para os que conviveram com ele, a perda é pessoal e profissional, mas também um lembrete de como a comunicação evoluiu — e de como muitos daqueles que trabalharam nos bastidores foram esquecidos pelo tempo.

A família não divulgou detalhes sobre homenagens póstumas ou eventos em sua memória. Resta aos colegas e àqueles que cruzaram seu caminho manter viva a lembrança de um homem que, embora não fosse uma figura pública, foi parte fundamental de uma história que ajudou a construir o jornalismo no Centro-Oeste.