AO VIVO
Palmas

Justiça manda desocupar chácaras em área da Usina de Lajeado em 15 dias

Moradores de propriedades rurais nos arredores da usina terão de deixar suas casas até 15 dias após decisão judicial

📝 Redação CCN28 de agosto de 2026 às 13:54👁 6 leituras
Justiça manda desocupar chácaras em área da Usina de Lajeado em 15 dias

A Justiça Estadual determinou que moradores de chácaras localizadas em área de influência da Usina Hidrelétrica de Lajeado deixem suas propriedades em até 15 dias. A decisão, que afeta famílias que vivem há anos no local, foi tomada após análise de processo movido pelo consórcio responsável pela usina, construída há mais de uma década na região do médio Tocantins. Segundo o processo, a área está relacionada a estudos ambientais e de segurança que exigem regularização fundiária, comprometendo as condições de operação do empreendimento, uma das principais geradoras de energia do estado.

A medida judicial não prevê indenizações ou reassentamentos imediatos, o que deixa as famílias em situação de incerteza. Muitos moradores criam animais, cultivam pequenas lavouras ou mantêm atividades de lazer no local. "A gente não sabe para onde ir. Aqui é tudo o que a gente tem", desabafou um dos afetados, que pediu para não ser identificado. A decisão afeta diretamente propriedades rurais nos arredores do empreendimento, onde a convivência com a usina já fazia parte do cotidiano há anos.

O consórcio alegou que as ocupações irregulares prejudicam a operação da usina, que é estratégica para o Tocantins. A Justiça, ao analisar o caso, considerou que a regularização fundiária é necessária para garantir a segurança e o cumprimento das normas ambientais. No entanto, a falta de previsão de indenizações ou alternativas de moradia imediata coloca as famílias em uma situação delicada, especialmente em um momento em que a região enfrenta desafios na área de reassentamento.

A Usina de Lajeado, localizada próxima a Lajeado, no Tocantins, é um empreendimento que há anos divide opiniões na região. Enquanto para alguns representa desenvolvimento e geração de energia, para outros, a presença da usina trouxe mudanças significativas no modo de vida das comunidades locais. A decisão judicial agora acende um alerta sobre como o estado e o consórcio lidarão com a situação das famílias afetadas, que dependem do local para sua subsistência.

Os próximos passos ainda não foram detalhados publicamente. O consórcio e a Justiça não se manifestaram sobre possíveis negociações ou prazos adicionais. Para os moradores, a incerteza sobre o futuro é o maior desafio. Enquanto isso, a região segue em expectativa, com a dúvida sobre como será resolvida a situação das famílias que, em poucos dias, terão de deixar suas casas.