AO VIVO
Tocantins

Ministro acusa EUA de prejudicar exportações brasileiras

Marcio Elias Rosa, do MDIC, cobra soluções até dezembro durante fórum em Brasília

📝 Redação CCN20 de agosto de 2026 às 10:52👁 3 leituras
Ministro acusa EUA de prejudicar exportações brasileiras

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, não escondeu a irritação com as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Em discurso feito na quarta-feira, 20 de setembro, durante o Fórum Saúde EMS Esfera Soberania e Tecnologia, em Brasília, ele classificou o aumento de preços como um "tarifaço" que afeta diretamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

A decisão americana de elevar as tarifas sobre produtos brasileiros, segundo Rosa, não só prejudica as exportações como também coloca em risco acordos comerciais já firmados. O ministro não detalhou quais setores serão mais atingidos, mas deixou claro que a medida afeta desde a indústria de base até os segmentos de tecnologia e saúde. "Não podemos aceitar que barreiras comerciais sejam usadas como ferramenta política", afirmou, durante o evento que reuniu empresários e representantes do governo para discutir a indústria nacional.

O impacto dessas tarifas já começa a ser sentido no cotidiano das empresas tocantinenses que dependem da exportação. Produtos como soja, carne e componentes eletrônicos, que têm como destino principal os Estados Unidos, agora enfrentam custos maiores para entrar no mercado americano. Para o setor agropecuário do Tocantins, que tem registrado crescimento nos últimos anos, a notícia é preocupante. A região, conhecida por sua produção de grãos e pecuária, pode ver seus lucros encolherem se as tarifas não forem revistas.

O ministro não adiantou medidas específicas, mas garantiu que até dezembro serão apresentadas alternativas para contornar o problema. "Vamos buscar soluções que protejam nossos interesses", afirmou. A expectativa é que o governo brasileiro negocie diretamente com os americanos, mas também explore novos mercados para reduzir a dependência do mercado norte-americano.

Enquanto isso, no Tocantins, empresários já começam a se mobilizar. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faet) emitiu nota ontem pedindo agilidade nas negociações. "Precisamos de respostas rápidas para não perdermos competitividade", declarou o presidente da entidade, sem citar nomes. A preocupação é compartilhada por representantes do comércio e da indústria local, que veem no protecionismo americano um risco para a economia regional.

O caso reforça a discussão sobre a necessidade de diversificar os parceiros comerciais do Brasil. Enquanto os Estados Unidos representam um mercado importante, o governo tem incentivado acordos com países da Ásia e da Europa para reduzir a dependência de um único bloco. No entanto, a transição não será rápida, e o setor produtivo sente o peso das incertezas.