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Coronel Marlene assume 5° Batalhão da PM em Porto Nacional

Comandante assume cargo em cerimônia no quartel da corporação nesta segunda-feira 15

📝 Redação CCN03 de julho de 2026 às 17:15👁 1 leituras
Coronel Marlene assume 5° Batalhão da PM em Porto Nacional

A Coronel Marlene Machado tomou posse como nova comandante do 5° Batalhão da Polícia Militar, sediado em Porto Nacional, durante cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira, 15. A solenidade contou com a presença de autoridades militares e civis, marcando oficialmente a transição de comando na unidade que atende não só Porto Nacional, mas também os municípios vizinhos de Ipueiras, Monte do Carmo e Santa Rosa do Tocantins.

A nomeação da Coronel Marlene foi publicada no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira, 12, e representa a primeira vez que uma mulher assume o comando de um batalhão da PM no Tocantins. A cerimônia de posse, que durou cerca de uma hora, foi conduzida pelo Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Alisson Cleber, que destacou a importância da representatividade feminina nas forças de segurança. "É um marco para a corporação e para o estado. A Coronel Marlene chega com experiência e preparo para liderar essa unidade, que tem papel fundamental na segurança da região", afirmou o coronel durante o evento.

O 5° Batalhão da PM é uma das principais unidades da corporação no interior do Tocantins, responsável por uma área que abrange cerca de 20 mil habitantes. A unidade atua em conjunto com a Guarda Municipal de Porto Nacional e com a Polícia Civil, especialmente em ações de patrulhamento ostensivo, combate à criminalidade e fiscalização de trânsito. Nos últimos meses, o batalhão tem intensificado operações contra o tráfico de drogas e roubos, em resposta ao aumento de ocorrências registradas na região, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins.

Para a população de Porto Nacional e municípios vizinhos, a chegada da Coronel Marlene pode trazer mudanças na abordagem das ocorrências policiais. A nova comandante já sinalizou que priorizará ações preventivas, como rondas comunitárias e parcerias com escolas e associações de moradores, além de manter o foco no combate ao crime organizado. "Vamos trabalhar para aproximar a polícia da comunidade, ouvindo as demandas locais e atuando de forma transparente", declarou Marlene após a cerimônia.

A Coronel Marlene ingressou na Polícia Militar em 1998 e já atuou em diversas unidades do estado, incluindo o 1° Batalhão de Palmas e a Companhia Independente de Operações Especiais. Antes de assumir o comando em Porto Nacional, ela ocupava o cargo de Chefe do Estado-Maior da 2ª Região Policial Militar, em Araguaína. Sua trajetória é vista como um exemplo de ascensão profissional dentro da corporação, que atualmente conta com cerca de 20% de mulheres em seus quadros.

A solenidade de posse também contou com a presença do prefeito de Porto Nacional, Paulo Marinho, que reforçou o compromisso da administração municipal em apoiar as ações da PM na cidade. "A segurança é uma prioridade para nós, e contar com uma comandante experiente como a Coronel Marlene é um passo importante para garantir tranquilidade à população", afirmou o prefeito.

Nos próximos dias, a Coronel Marlene deve apresentar um plano de gestão para a unidade, com metas claras para os próximos meses. Entre as prioridades estão a redução de índices de criminalidade, a melhoria na resposta aos chamados da população e a capacitação contínua dos policiais lotados no batalhão. A corporação também deve reforçar a parceria com a Secretaria de Segurança Pública para ampliar o efetivo na região, que enfrenta desafios como a falta de policiamento em áreas rurais.

O 5° Batalhão da PM em Porto Nacional é uma das unidades mais antigas da corporação no interior do Tocantins, tendo sido criado em 1990. Desde então, passou por diversas reestruturações, mas sempre manteve como foco a segurança dos municípios que atende. Com a nova comandante, a expectativa é de que a unidade ganhe ainda mais visibilidade e eficiência, especialmente em um momento em que o Tocantins enfrenta pressões para reduzir os índices de violência no estado.