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1 em cada 6 crianças sofre abuso sexual na internet

Estudo da LSE revela que mais de 10 milhões de menores em países pobres já foram vítimas de exploração digital.

📝 Redação CCN28 de maio de 2026 às 01:21👁 3 leituras
1 em cada 6 crianças sofre abuso sexual na internet

Um alerta preocupante vem da comunidade científica internacional: a exploração sexual de crianças na internet é muito mais frequente do que se imaginava. Pesquisadores da London School of Economics and Political Science (LSE) divulgaram, nesta semana, um estudo que quantifica a gravidade do problema em países da África e da Ásia. Os números são assustadores: uma em cada seis crianças e adolescentes que usam internet nesses continentes já sofreu algum tipo de abuso sexual facilitado pela tecnologia.

O estudo foi publicado na prestigiosa revista Nature e reforça uma realidade que especialistas há tempos denunciam: a tecnologia, apesar de seus benefícios, tornou-se também uma ferramenta para predadores digitais. No contexto de países em desenvolvimento, onde muitas crianças têm acesso à internet através de smartphones e redes públicas, a vulnerabilidade é ainda maior. A pesquisa liderada por especialistas da LSE traz dados sobre a escala dessa exploração infantil, revelando que mais de 10 milhões de crianças em nações de baixa e média renda já foram vítimas.

Para os tocantinenses, essa informação deve servir como um chamado à atenção. O Tocantins, como estado brasileiro em desenvolvimento, não está isolado dessa realidade global. Muitas famílias tocantinenses têm crianças e adolescentes conectados à internet, frequentemente sem supervisão adequada. A falta de políticas públicas robustas de proteção digital infantil e o desconhecimento de pais e responsáveis sobre os riscos online são fatores que podem expor nossas crianças a predadores e abusadores digitais.

O termo "exploração sexual online" abrange uma série de crimes, desde o compartilhamento não consentido de imagens íntimas até o grooming, prática em que adultos se aproximam de menores com intenções predatórias. A tecnologia facilitou esses crimes porque oferece anonimato e acesso fácil às vítimas. Em muitos casos, crianças nem sequer percebem que estão sendo exploradas até que é tarde demais. A pesquisa da LSE evidencia que essa não é uma realidade isolada de alguns países, mas um problema estrutural em regiões inteiras.

A importância desse estudo está em quantificar o problema de forma científica e rigorosa. Agora, governos, organizações de proteção à infância e famílias têm dados concretos para justificar investimentos em educação digital, monitoramento de plataformas e programas de conscientização. No Tocantins, é fundamental que a sociedade, incluindo escolas, comunidades e poderes públicos, se mobilize para proteger nossas crianças. Conversar abertamente sobre os riscos da internet, estabelecer limites saudáveis no uso de dispositivos e denunciar comportamentos suspeitos são passos essenciais para construir um ambiente digital mais seguro para os jovens tocantinenses.