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Mãe se acorrenta no Hospital Geral de Palmas por transferência de filho que precisa de cirurgia cardíaca

Laise Sousa Carvalho protesta contra atraso na remoção de Kauan, 5, que aguarda vaga em hospital de São Paulo

📝 Redação CCN•15 de setembro de 2026 às 13:00•👁 1 leituras
Mãe se acorrenta no Hospital Geral de Palmas por transferência de filho que precisa de cirurgia cardíaca

Mãe se acorrenta no Hospital Geral de Palmas nos últimos dias, exigindo a transferência do filho, Kauan, de cinco anos, que necessita de cirurgia no coração. Laise Sousa Carvalho, a mãe da criança, fixou correntes à porta da UTI como forma de pressão para que o procedimento de remoção seja concluído.

O protesto começou depois que a família recebeu a confirmação de vaga em um hospital especializado em São Paulo. A internação de Kauan no Hospital Geral de Palmas já está concluída, mas a etapa que envolve o transporte aéreo em UTI ainda não avançou. Segundo informações divulgadas pela família, o valor necessário para custear a ambulância aérea, bem como o procedimento cirúrgico e a internação posterior, já foi bloqueado. O impasse agora está nos trâmites burocráticos que liberam a remoção.

Para os moradores de Palmas e do interior tocantinense, o caso evidencia a fragilidade do acesso a serviços de alta complexidade. Enquanto hospitais regionais oferecem atendimento de emergência, procedimentos como cirurgias cardíacas pediátricas ainda dependem de encaminhamentos a centros de referência em outras capitais. Quando a logística de transporte não se efetiva, a situação pode se tornar crítica, sobretudo em casos que exigem intervenções rápidas para evitar complicações graves.

Kauan, que está sob cuidados intensivos no Hospital Geral, tem a condição de saúde monitorada diariamente. A família relata que a vaga em São Paulo foi garantida após avaliação de especialistas, mas a liberação da UTI aérea permanece pendente. "Já temos o recurso financeiro liberado, mas ainda precisamos da autorização para a remoção", afirmou Laise, enquanto mantinha as correntes como forma de chamar a atenção das autoridades.

A comunidade local tem acompanhado o caso nas redes sociais e em grupos de apoio. Alguns moradores relataram que situações semelhantes já ocorreram nos últimos anos, quando pacientes foram encaminhados a outras unidades sem que o transporte fosse assegurado. A falta de uma estrutura própria para cirurgias cardíacas de alta complexidade no estado coloca famílias em situações de vulnerabilidade, gerando deslocamentos longos e custos elevados.

Enquanto a mãe permanece no corredor da UTI, a expectativa recai sobre a Secretaria de Estado da Saúde e a gestão do Hospital Geral. Ainda não há manifestação oficial das autoridades sobre o prazo para a liberação da remoção. A família, por sua vez, mantém a esperança de que o procedimento seja autorizado nas próximas 24 a 48 horas, evitando que o estado de saúde de Kauan se deteriore.

Caso a transferência seja concluída, o próximo passo será a realização da cirurgia cardíaca em São Paulo, seguida de um período de recuperação que demandará acompanhamento especializado. Se a remoção for postergada, a criança continuará dependente do suporte intensivo no Hospital Geral, o que pode sobrecarregar a unidade já pressionada pela demanda local. O desenrolar do caso deverá ser acompanhado de perto pelos órgãos de saúde do Tocantins e pelos cidadãos que acompanham a luta por mais recursos e melhor estrutura para tratamentos complexos no estado.