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Senado admite peso eleitoral da votação da escala 6x1

Líder do governo no Senado reconhece impacto da PEC 6x1 em semana decisiva antes das eleições de outubro

📝 Redação CCN01 de setembro de 2026 às 11:45👁 9 leituras
Senado admite peso eleitoral da votação da escala 6x1

A líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão, admitiu que a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1 tem peso político imediato. Em entrevista ao g1, ela destacou que a pauta integra o esforço concentrado do Congresso, a última semana de votações antes do pleito de outubro. A senadora, que representa o PT no Senado, não escondeu a preocupação com o calendário eleitoral, mas não detalhou estratégias para garantir a aprovação da proposta.

O governo federal aposta em duas emendas constitucionais para fechar a semana legislativa com vitórias simbólicas. Além da PEC 6x1, há outra proposta em discussão que propõe mudanças na política de preços dos combustíveis. Ambas as matérias foram incluídas na pauta de esforço concentrado, um mecanismo usado para acelerar votações consideradas prioritárias. A escala 6x1, que permite jornadas de trabalho de até 72 horas semanais em turnos alternados, é alvo de críticas por setores sindicais e de saúde pública, que argumentam que a medida prejudica a segurança dos trabalhadores.

A senadora Teresa Leitão não citou números ou pesquisas, mas deixou claro que o timing da votação não é mero acaso. A última semana antes das eleições costuma concentrar propostas com apelo popular ou setorial, capazes de influenciar o eleitorado. A PEC 6x1, em particular, divide opiniões: enquanto o governo a apresenta como modernização das relações trabalhistas, a oposição a vê como retrocesso social. A líder governista evitou comentar possíveis resistências dentro da própria base aliada, mas não descartou negociações até o último momento.

A proposta da escala 6x1 tramita há meses no Congresso, mas ganhou urgência nas últimas semanas. Parlamentares de diversos partidos já sinalizaram disposição para votar a matéria, ainda que com ressalvas. A expectativa é que a votação ocorra ainda nesta semana, antes do recesso parlamentar que antecede as eleições. Caso aprovada, a PEC seguirá para a Câmara dos Deputados, onde precisará de maioria qualificada para ser promulgada.

O impacto prático da medida, se aprovada, atingiria diretamente trabalhadores de setores como saúde, segurança e transporte, que atualmente operam sob regimes de plantão. Sindicatos já prometeram mobilizações caso a proposta seja mantida. Para o governo, a aprovação da PEC poderia ser usada como bandeira de modernização, enquanto a oposição deve explorar o tema em campanhas eleitorais, especialmente em estados onde a pauta trabalhista tem peso.

A senadora Teresa Leitão não quis antecipar se a votação será concluída antes do recesso ou se a proposta será retirada da pauta em caso de impasse. O que fica claro é que, independentemente do resultado, a discussão já entrou na reta final da campanha, com potencial para influenciar votos. A próxima semana será decisiva para definir não só o futuro da escala 6x1, mas também o tom das discussões políticas nos próximos meses.