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Palmas investe R$ 17,2 milhões em duas novas escolas

Capital tocantinense enfrenta falta de vagas e salas superlotadas; Semed abre licitações para ampliar rede educacional

📝 Redação CCN01 de junho de 2026 às 21:05👁 1 leituras
Palmas investe R$ 17,2 milhões em duas novas escolas

A Prefeitura de Palmas vai investir R$ 17,2 milhões na construção de duas novas escolas para desafogar a crise de vagas que sufoca a capital tocantinense. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) anunciou as licitações para as obras, um movimento que reconhece o que famílias aqui vivem todos os dias: ficar sem vaga é rotina, e salas de aula tão cheias que prejudicam o aprendizado são a regra.

Palmas cresceu rápido demais. Quando a capital foi criada, em 1989, surgiu como uma cidade planejada. Mas planejar não é suficiente quando a realidade avança mais rápido que a infraestrutura consegue acompanhar. Hoje a cidade ultrapassa 300 mil habitantes, e esse número sobe constantemente. Pessoas chegam procurando oportunidades, atraídas pelo boom do mercado imobiliário, pelos investimentos em setores como tecnologia e logística. O problema é que os filhos dessas pessoas também precisam estudar.

O gargalo ficou evidente há tempos. Professores trabalham em salas com número de alunos acima do recomendado. O ideal para uma turma de educação básica varia conforme a etapa, mas em qualquer caso, salas apertadas reduzem a atenção que cada criança recebe, dificultam o aprendizado e esgotam os docentes. Pais enfrentam dificuldades reais para conseguir vagas em escolas próximas de casa — e não estamos falando de algo confortável. Estamos falando de conseguir matricular o filho, ponto.

A decisão da Semed de abrir licitações é importante por dois motivos. Primeiro, reconhece o problema e diz que há resposta. Segundo, escolheu o caminho mais transparente: em vez de contratação direta, a prefeitura vai deixar que empresas concorram, o que teoricamente resulta em melhor custo-benefício e qualidade das obras.

Duas novas escolas significam mais do que apenas construção. Significam salas de aula adicionais, espaço físico para laboratórios, bibliotecas, quadras. Significam mais professores a contratar. E significam, na vida concreta das crianças e adolescentes da capital, a chance de estudar em condições adequadas — aquelas condições que deveriam ser normais, mas que aqui virou exceção.

O investimento de R$ 17,2 milhões é considerável para o orçamento municipal, mas é o necessário. Cidades que crescem demograficamente e economicamente precisam investir constantemente em educação. Não é gasto — é investimento. Cada real colocado em escolas volta sob forma de crianças melhor preparadas, adolescentes com menos chance de evasão escolar, comunidades mais estruturadas.

Os próximos passos incluem a abertura das licitações, o julgamento das propostas, a contratação das empresas e o início das obras. Tudo isso leva tempo. As duas escolas não estarão prontas amanhã. Mas o fato de estarem sendo anunciadas agora significa que em alguns anos — provavelmente dentro de mandatos atuais — novas gerações de palmenses terão acesso a estrutura escolar melhorada.

Para uma cidade de mais de 300 mil habitantes, continuar com rede educacional de cidade pequena é insustentável. Palmas reconheceu isso. A questão agora é se conseguirá manter o ritmo de investimento em educação à medida que a população continua crescendo. Porque a urbanização em Tocantins não promete parar.