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Leo Stronda se arrepende de incentivar anabolizantes a Gabriel Ganley

Influenciador admite erro após morte de jovem e alerta sobre riscos de esteroides no esporte

📝 Redação CCN01 de junho de 2026 às 17:10👁 2 leituras
Leo Stronda se arrepende de incentivar anabolizantes a Gabriel Ganley

O fisiculturista e influenciador Leo Stronda, 33 anos, publicou um vídeo em suas redes sociais no último domingo pedindo desculpas por ter incentivado o uso de esteroides anabolizantes ao jovem Gabriel Ganley, que faleceu. Na mesma mensagem, alertou sobre os perigos da insulina no meio esportivo.

O pronunciamento marca um momento de reflexão do criador de conteúdo sobre seu papel na disseminação de práticas perigosas entre seguidores. Stronda reconheceu o erro de forma explícita, assumindo responsabilidade pela influência que exerce sobre pessoas que o acompanham nas plataformas digitais.

Gabriel Ganley era um jovem atleta que seguia Stronda e estava inserido no universo do fisiculturismo e musculação. A morte do rapaz repercutiu entre praticantes e instrutores de educação física, reavivando o debate sobre os riscos reais do uso de substâncias proibidas e controladas para potencializar ganho muscular.

Em seu vídeo, Stronda não apenas pediu desculpas a Ganley e à sua família, mas também invocou perdão divino, mencionando arrependimento perante Deus. Descreveu seu papel como amigo de Ganley e admitiu que falhou nessa responsabilidade ao incentivar práticas que colocam a saúde em risco.

O episódio evidencia a influência que criadores de conteúdo exercem sobre audiências que os acompanham diariamente. Muitos seguidores de Stronda buscam replicar seus treinos, sua alimentação e, em casos mais extremos, suas práticas de suplementação e uso de hormônios. Quando um influenciador recomenda ou normaliza o uso de esteroides, estabelece um padrão de comportamento que pode ser seguido por pessoas vulneráveis ou sem orientação médica adequada.

A insulina, substância mencionada no alerta, é um hormônio produzido naturalmente pelo pâncreas para regular o açúcar no sangue. No meio do fisiculturismo, atletas a utilizam sem prescrição médica visando amplificar ganhos musculares, ignorando que seu uso indevido pode causar crises hipoglicêmicas severas, danos ao pâncreas e morte súbita.

O arrependimento público de Stronda, embora tardio, reflete uma mudança de postura que pode influenciar outros criadores de conteúdo a reconhecerem sua responsabilidade social. A morte de Ganley não é um caso isolado no esporte amador. Diversos atletas jovens enfrentam pressão estética e de performance que os empurra para o uso de substâncias sem acompanhamento profissional.

Tocantins, assim como outras regiões do Brasil, conta com uma crescente comunidade de praticantes de musculação que se inspira em influenciadores digitais. Academias espalhadas por Palmas e cidades do interior do estado abrigam pessoas que buscam corpos musculosos, muitas vezes expostas a orientações de treinadores que normalizam o uso de anabolizantes sem qualificação para isso.

O gesto de Stronda abre espaço para questionamentos maiores sobre ética nas redes sociais, especialmente em nichos onde a saúde está em jogo. Criadores com milhões de seguidores têm poder para mudar comportamentos, tanto para o bem quanto para o mal. Um simples incentivo em um vídeo pode levar alguém a colocar em risco sua integridade física.

Os desdobramentos dessa situação devem ser observados. A indústria de suplementos e anabolizantes continua operando nos bastidores do fisiculturismo amador, muitas vezes com conivência de influenciadores que lucram com essas práticas. A morte de Ganley e o arrependimento de Stronda podem catalisar conversas necessárias sobre regulação, educação sanitária e responsabilidade de quem tem voz amplificada pelas redes sociais.