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UFT e mercado se unem no Pequi para impulsionar inovação em Palmas

Parque de Ciência e Tecnologia Pequi lança frente de trabalho para conectar pesquisas da UFT a empresas tocantinenses 13/09 na sede do parque

📝 Redação CCN30 de agosto de 2026 às 13:54👁 9 leituras
UFT e mercado se unem no Pequi para impulsionar inovação em Palmas

O Parque de Ciência e Tecnologia Pequi, em Palmas, acaba de abrir uma frente de trabalho inédita para aproximar a Universidade Federal do Tocantins (UFT) do setor produtivo local. A iniciativa, apresentada pela reitora da UFT, Lectícia Figueiroa, foi detalhada durante evento na sede do parque na manhã desta sexta-feira, 13 de setembro. A proposta não é pontual: o Pequi vai atuar como um elo permanente entre os laboratórios da universidade e as empresas do estado, mapeando demandas do mercado e oferecendo suporte técnico para transformar projetos acadêmicos em negócios reais.

A estratégia surge da constatação de que a UFT já desenvolve pesquisas com potencial para impulsionar setores estratégicos do Tocantins, mas faltava um canal direto para levar essas soluções até quem precisa delas. Segundo Figueiroa, o estado tem condições de inovar, mas precisa criar pontes entre o que se pesquisa e o que o mercado consome. "O Tocantins tem potencial para inovar, mas precisamos criar pontes entre o que se pesquisa e o que o mercado consome", afirmou a reitora durante o lançamento. O parque, vinculado à UFT, será o espaço físico e institucional para essa aproximação, com foco em setores que podem gerar mais emprego e renda para a população.

Para quem vive em Palmas e no interior do estado, a novidade pode significar oportunidades concretas. Empresas de tecnologia e agroindústria, por exemplo, poderão acessar estudos e tecnologias desenvolvidos nos laboratórios da UFT sem precisar buscar soluções fora do estado. O Pequi passará a identificar quais são as necessidades das empresas tocantinenses e conectá-las diretamente aos pesquisadores, facilitando a transferência de conhecimento e a criação de novos produtos ou processos. A reitora destacou que a universidade já tem estudos relevantes para a economia local, mas a falta de um canal de comunicação com o mercado limitava o impacto dessas pesquisas.

O evento de lançamento contou com a presença de representantes de empresas e instituições parceiras, que puderam conhecer de perto como o projeto vai funcionar. O Parque Pequi, que já é um ponto de referência em inovação no estado, agora assume um papel ainda mais central na conexão entre ciência e negócios. A expectativa é que, com essa aproximação, o Tocantins ganhe mais competitividade em setores como agropecuária, energia e tecnologia, além de atrair investimentos para a região.

A reitora Lectícia Figueiroa não escondeu a importância da iniciativa para o desenvolvimento local. "A universidade não pode ficar isolada. Precisamos mostrar que o que fazemos aqui tem aplicação prática e pode mudar a realidade das pessoas", disse. O Pequi, por sua vez, ganha uma nova função: não será apenas um espaço de incubação de startups, mas também um hub de inovação aberta, onde empresas e pesquisadores trabalham juntos para resolver problemas reais do cotidiano tocantinense.

Os próximos passos incluem a definição de um cronograma de ações e a identificação das primeiras empresas e projetos que serão beneficiados pela iniciativa. O Parque Pequi já começou a mapear as demandas do mercado e a entrar em contato com potenciais parceiros, tanto em Palmas quanto no interior do estado. A ideia é que, em poucos meses, já seja possível ver os primeiros resultados práticos dessa união entre universidade e setor produtivo.