Juros futuros sobem com petróleo em alta e pressão externa
Mercado reagiu nesta quarta-feira, 9, ao avanço do petróleo e dos Treasuries, além de medida do governo que estendeu subvenção ao diesel.

Os juros futuros fecharam em alta nesta quarta-feira, 9, sob influência da disparada do petróleo no mercado internacional e do avanço dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. No front doméstico, a ampliação de uma subvenção ao diesel também entrou na conta dos investidores e reforçou a pressão sobre a curva.[1][5]
No contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, o ajuste terminou em 13,580%, acima dos 13,571% registrados no fechamento anterior.[1] O movimento foi mais intenso nos vencimentos intermediários e longos, que refletiram a leitura de um ambiente externo mais tenso e de maior aversão ao risco.[1][5]
A alta do petróleo ganhou força ao longo do pregão e levou o Brent para novembro a US$ 101,21 por barril, maior nível desde o fim de julho.[1] Ao mesmo tempo, os Treasuries também avançaram, com o título de dois anos em 4,436% e o de 10 anos em 4,845% no horário citado pela apuração.[1] Esse quadro costuma influenciar diretamente os mercados de juros, já que os rendimentos americanos servem de referência global para a precificação de ativos financeiros.[1][5]
No Brasil, o governo federal publicou uma medida provisória com subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel, com o objetivo de manter os preços estáveis nas bombas.[1] A iniciativa foi chamada no texto original de “pacote de bondades” e surgiu no mesmo dia em que o petróleo fechou em forte alta.[1] Para os agentes do mercado, a combinação entre petróleo caro, juros americanos mais altos e gasto público adicional aumenta a cautela e leva a ajustes nas taxas futuras.[1][5]
Além do DI de janeiro de 2027, o contrato com vencimento em janeiro de 2029 também subiu com força e fechou em 13,865%, ante 13,705% no ajuste anterior.[1] Nos Estados Unidos, o movimento dos Treasuries foi alimentado ainda por um valor de recompra de títulos da dívida pública informado pelo Tesouro nesta quarta-feira, o que ajudou a sustentar os retornos perto das máximas do dia.[1]
Nos próximos pregões, a atenção deve continuar concentrada na trajetória do petróleo, na reação dos títulos americanos e nas leituras do mercado sobre os efeitos da medida do governo brasileiro. O comportamento desses três vetores tende a seguir determinando o rumo da curva de juros no curto prazo.[1][5]