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Ex-marido sequestra mulher e ameaça não deixá-la viver livre

Vítima de 24 anos foi mantida cinco dias em cativeiro em Águas Lindas de Goiás; suspeito preso

📝 Redação CCN25 de agosto de 2026 às 10:52👁 2 leituras
Ex-marido sequestra mulher e ameaça não deixá-la viver livre

Uma jovem de 24 anos foi sequestrada pelo ex-marido em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, e passou cinco dias em cativeiro. Segundo relatos à imprensa, o homem teria deixado claro ao longo do relacionamento que, se não pudesse tê-la de volta, ninguém mais poderia. O suspeito foi localizado pela Polícia Militar e segue detido.

Emiliane Tamara Nunes Carvalho contou à TV Anhanguera que o ex-marido, identificado como Ailton Rodrigue, sempre deixou transparecer que não aceitaria um rompimento definitivo. "Ele sempre deixou muito claro que, se não fosse dele, não seria de mais ninguém", afirmou a vítima. O sequestro ocorreu após meses de perseguição, segundo ela, que agora teme pela própria segurança mesmo com o agressor preso.

A prisão do suspeito ocorreu durante as investigações, mas a defesa de Ailton Rodrigue já se manifestou ao g1, sem detalhar estratégias. A jovem, que foi resgatada com vida, enfrenta agora um processo de reconstrução emocional e jurídica. O caso reforça discussões sobre a cultura do controle em relacionamentos tóxicos e os riscos de violência quando a liberdade da mulher é ameaçada.

O histórico de perseguição descrito pela vítima não é isolado. Mulheres em situações semelhantes muitas vezes relatam que agressores usam chantagem emocional e ameaças para manter o domínio sobre suas vidas. Especialistas em violência doméstica alertam que esses sinais costumam anteceder atos mais graves, como sequestros ou feminicídios. A Polícia Militar não comentou se há indícios de que o crime poderia ter sido evitado com medidas protetivas anteriores.

A defesa do suspeito não quis se pronunciar publicamente sobre os detalhes do caso, limitando-se a confirmar que acompanha o processo. Enquanto isso, Emiliane Tamara busca apoio psicológico e jurídico para lidar com as consequências do sequestro. A Justiça ainda não definiu data para a audiência de custódia, onde será analisada a manutenção da prisão preventiva do acusado.

O caso coloca em evidência a necessidade de políticas públicas mais eficazes para proteger mulheres em situação de risco. Autoridades locais não descartam a possibilidade de que o agressor já tivesse um histórico de violência, mas não há informações sobre registros anteriores. A vítima, por sua vez, segue em local seguro, com medidas de proteção determinadas pela Justiça.

A Polícia Civil de Goiás informou que investiga se houve participação de terceiros no sequestro, mas não adiantou detalhes. A família de Emiliane Tamara mantém sigilo sobre o paradeiro atual da jovem, que prefere não dar entrevistas até se sentir mais segura. O Ministério Público de Goiás ainda não se manifestou sobre o caso, que deve ser encaminhado para a Vara de Violência Doméstica da região.