Jornalista é preso no Pará após condenação em Rondônia
Alessandro Ferreira Guimarães Lopes foi detido nesta quinta-feira (20), em uma fazenda de Santana do Araguaia, no Pará, após condenação por estupro de vulnerável
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O jornalista Alessandro Ferreira Guimarães Lopes, de 46 anos, foi preso na tarde desta quinta-feira (20) em uma fazenda na cidade de Santana do Araguaia, no Pará. Ele era considerado foragido da Justiça de Rondônia, onde havia sido condenado por estupro de vulnerável a 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.
A prisão encerra uma busca que já vinha sendo acompanhada pelas autoridades porque a ordem judicial havia sido expedida no mês passado, quando ele ainda morava em Palmas. O mandado constava no Banco Nacional de Mandados de Prisão, do Conselho Nacional de Justiça, o que permitiu a localização do condenado fora do Tocantins. A detenção ocorreu no estado vizinho, em área rural.
Para o leitor de Palmas, o caso chama atenção por envolver um profissional conhecido na cidade e por mostrar como decisões da Justiça podem alcançar quem tenta se manter distante do endereço informado nos autos. Em situações como essa, o rastreamento feito pelos órgãos de segurança costuma cruzar fronteiras estaduais, o que reforça a integração entre sistemas judiciais e forças policiais da região Norte. No dia a dia, isso também lembra que mandados ativos podem ser cumpridos em qualquer ponto do país, inclusive em municípios pequenos e zonas rurais longe dos centros urbanos.
Antes de ser preso, Alessandro divulgou uma nota pública em que negava ter cometido o crime e afirmava ser inocente. No mesmo comunicado, disse que não estava foragido, mas em tratamento médico em Goiás, depois de um acidente. Essa manifestação apareceu antes da captura e faz parte do contexto que cercou a localização dele em Santana do Araguaia.
A pena informada pela Justiça de Rondônia é de 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. O mandado já estava cadastrado no sistema nacional de ordens de prisão, o que facilita a consulta por autoridades de diferentes estados. Com a prisão, ele deve ficar à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.
O caso também repercute em Palmas porque envolve um nome ligado ao meio jornalístico e porque foi a partir da cidade que a situação ganhou visibilidade recente. Agora, com a captura no Pará, a tendência é que os próximos passos dependam da tramitação judicial ligada à condenação em Rondônia e aos atos de cumprimento da ordem de prisão.