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Brasileiros morrem em terremotos na Venezuela

Itamaraty confirma duas vítimas fatais e mais de 1,5 mil feridos nos abalos sísmicos que atingiram o país

📝 Redação CCN25 de junho de 2026 às 23:48👁 9 leituras
Brasileiros morrem em terremotos na Venezuela

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou na manhã desta terça-feira a morte de dois cidadãos brasileiros em decorrência dos fortes terremotos que sacudiram a Venezuela nas últimas 48 horas. Os abalos, registrados na região central do país, deixaram um rastro de destruição com mais de 180 mortos e 1.500 feridos, segundo balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano. As informações foram repassadas ao Itamaraty por meio de contatos com a embaixada brasileira em Caracas e com autoridades locais, que ainda trabalham para identificar corpos e mapear áreas atingidas.

Os terremotos, que tiveram magnitudes superiores a 7 graus na escala Richter, atingiram principalmente os estados de Mérida e Táchira, próximos à fronteira com a Colômbia. Moradores relataram cenas de pânico nas ruas, com prédios desabando e cortes no fornecimento de energia e água. Em Caracas, a capital, hospitais foram lotados e equipes de resgate enfrentaram dificuldades para chegar a comunidades isoladas por deslizamentos. A Venezuela, que já enfrenta uma crise humanitária aguda, agora precisa lidar com a emergência sísmica, que deve agravar ainda mais a situação social e econômica do país.

Para os tocantinenses que acompanham o noticiário internacional, a notícia traz um alerta sobre a vulnerabilidade de regiões sísmicas, mesmo aquelas não tão distantes do Brasil. Embora o Tocantins não esteja em uma zona de alto risco, especialistas locais já haviam destacado a importância de monitorar atividades sísmicas em áreas próximas, como o norte de Goiás e o sul do Pará, onde tremores de menor intensidade já foram registrados. A Defesa Civil do Tocantins, por exemplo, mantém um sistema de alerta para eventos naturais, mas a situação na Venezuela serve como lembrete de que desastres desse tipo não escolhem fronteiras.

O Itamaraty informou que está em contato com as famílias das vítimas e oferecendo apoio consular para a repatriação dos corpos, quando necessário. A embaixada brasileira em Caracas também está coordenando com as autoridades venezuelanas para garantir a segurança de outros brasileiros que vivem ou viajam pelo país. Até o momento, não há relatos de vítimas brasileiras entre os feridos, mas a situação segue monitorada devido à instabilidade das réplicas.

A comunidade internacional já começou a se mobilizar. A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou a liberação de recursos emergenciais para a Venezuela, enquanto países como Colômbia e Equador enviaram equipes de resgate e suprimentos médicos. No Brasil, o Ministério da Saúde orientou hospitais a estarem preparados para receber possíveis pacientes venezuelanos que possam buscar tratamento no país, especialmente aqueles com ferimentos graves ou doenças crônicas agravadas pela falta de assistência local.

A tragédia na Venezuela também reacendeu discussões sobre a cooperação regional em casos de desastres naturais. O Brasil, que já participou de missões semelhantes no Haiti e no Chile, pode ser chamado a colaborar novamente, dependendo da evolução da crise. Enquanto isso, as autoridades venezuelanas pedem calma à população e evitam especulações sobre o número real de vítimas, que pode aumentar nos próximos dias.