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Incêndio na Feira da 304 Sul expõe fragilidades de comerciantes

Comércio local da capital perde R$ 100 mil em prejuízos após queima de barracas na manhã de terça-feira

📝 Redação CCN27 de agosto de 2026 às 17:21👁 3 leituras
Incêndio na Feira da 304 Sul expõe fragilidades de comerciantes

O fogo que atingiu parte da Feira da 304 Sul, na manhã de terça-feira, deixou comerciantes em estado de alerta e reacendeu cobranças por melhorias na estrutura do local. O incêndio, que começou por volta das 9h, destruiu pelo menos cinco barracas e danificou mercadorias de trabalhadores que dependem diariamente da renda obtida no espaço.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 9h15 e controlou as chamas em cerca de 40 minutos, mas o prejuízo já era irreversível para quem perdeu produtos como roupas, eletroeletrônicos e alimentos. Segundo relatos de comerciantes, o fogo teria se alastrado rapidamente devido à concentração de materiais inflamáveis em alguns pontos da feira, agravado pela falta de equipamentos de combate a incêndio no local. "A gente correu para salvar o que podia, mas o fogo tomou conta rápido. Perdi tudo o que tinha para vender hoje", contou um feirante que não quis se identificar.

A feira da 304 Sul é um ponto tradicional de comércio em Palmas, frequentado por moradores de diversos bairros da região sul da capital. Além de ser uma opção de compra para quem busca preços mais acessíveis, o local emprega dezenas de famílias que dependem exclusivamente da renda obtida com as vendas diárias. Com a destruição das barracas, muitos trabalhadores ficaram sem condições de operar no mesmo dia, o que representa um rombo imediato no orçamento doméstico de cada um.

O Corpo de Bombeiros informou que o incêndio não deixou feridos, mas destacou a necessidade de revisão nas normas de segurança do local. "A estrutura da feira precisa ser repensada. Materiais inflamáveis não podem ficar expostos dessa forma", afirmou o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, responsável pelo atendimento ao chamado. A Prefeitura de Palmas ainda não se pronunciou oficialmente sobre possíveis medidas emergenciais para os comerciantes afetados, mas a situação já acendeu um sinal de alerta entre os trabalhadores.

Para quem vive na capital, a notícia traz à tona discussões sobre a segurança em espaços públicos de comércio. A Feira da 304 Sul, assim como outras feiras livres da cidade, enfrenta desafios como a falta de fiscalização regular e a ausência de investimentos em infraestrutura. "A gente sabe que o problema não é de hoje. Se não houver mudanças, isso pode acontecer de novo", alertou um dos comerciantes que teve o barraco danificado.

Enquanto a prefeitura não anuncia medidas concretas, os trabalhadores afetados buscam alternativas para repor as perdas. Alguns já começaram a organizar uma vaquinha online para ajudar os mais prejudicados, enquanto outros aguardam por possíveis indenizações ou apoio da administração municipal. A expectativa é que, nos próximos dias, a situação seja discutida em reunião com a Secretaria de Trabalho e Renda da Prefeitura, mas até lá, a incerteza continua pairando sobre o futuro da feira.