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Henrique & Juliano contam como Mamonas Assassinas os inspiraram

Dupla relembra início da carreira em entrevista de 2013 gravada para programa de YouTube

📝 Redação CCN20 de agosto de 2026 às 21:08👁 2 leituras
Henrique & Juliano contam como Mamonas Assassinas os inspiraram

Em 2013, quando ainda buscavam espaço no cenário sertanejo, os irmãos Henrique & Juliano abriram o jogo sobre os primeiros passos da carreira. Em uma entrevista gravada para o programa "Em Evidência", do apresentador Emílio Paganin, eles confessaram que começaram como cover da banda Mamonas Assassinas, um detalhe que ganhou nova atenção após o vídeo ser resgatado recentemente.

A revelação veio em um momento em que a dupla já acumulava fãs pelo Brasil, mas ainda não tinha o reconhecimento nacional que viria depois. Na conversa, eles contaram como a experiência de imitar os Mamonas Assassinas — famosa por seu humor e irreverência — ajudou a moldar o estilo que os tornaria conhecidos. "Foi uma fase importante, porque a gente aprendeu a lidar com o palco e a interagir com o público", disse um deles na época. A entrevista, que durou cerca de 20 minutos, também abordou outros temas, como os desafios de começar na música e as expectativas em relação ao futuro.

Para quem acompanha a trajetória da dupla, a revelação não chega a surpreender. Afinal, Henrique & Juliano sempre foram marcados pela mistura de romantismo e descontração em suas canções, algo que lembra a ousadia dos Mamonas Assassinas. Na época, a banda já havia se tornado um fenômeno nacional nos anos 1990, e sua influência cultural ainda ecoava entre novos artistas. A entrevista, no entanto, mostrou como até os sucessos mais consolidados começaram de forma humilde, com apresentações em bares e festas regionais.

O vídeo, que voltou a circular nas redes sociais, serve como um lembrete de que o sucesso nem sempre é linear. Para os irmãos, a fase como cover foi um aprendizado valioso, mesmo que não tenha sido a mais glamurosa. "A gente fazia os shows e via que as pessoas gostavam, mesmo que fosse só para rir. Isso nos deu confiança", contou um deles. A dupla, que hoje é uma das mais ouvidas no sertanejo universitário, já vendeu milhões de discos e lotou estádios, mas a origem modesta segue como parte da história que eles contam aos fãs.

A entrevista de 2013, embora antiga, ganha novo fôlego agora, justamente por mostrar que até os grandes nomes passaram por etapas simples. Para quem sonha em viver de música no Tocantins ou em qualquer lugar do Brasil, a história de Henrique & Juliano é um exemplo de que persistência e criatividade podem abrir portas. Afinal, antes de emplacar sucessos como "Vem Dançar Kuduro" ou "Sofazinho", eles estavam ali, no meio do público, cantando músicas que fizeram história.

O programa "Em Evidência", que na época já tinha um público fiel no YouTube, foi um dos primeiros espaços a dar voz a artistas emergentes. Emílio Paganin, conhecido por seu estilo direto, conseguiu extrair relatos pessoais dos irmãos, que não esconderam as dificuldades. "Tinha noite que a gente dormia no carro depois do show, porque não tinha dinheiro nem para voltar para casa", admitiu um deles. A honestidade da dupla, aliás, sempre foi um dos pontos fortes de sua comunicação com os fãs, que se identificam com as letras que falam de amor, festa e superação.

Hoje, com mais de uma década de carreira, Henrique & Juliano não precisam mais se apresentar como cover para garantir o pão de cada dia. Mas a história continua viva, especialmente para quem acompanhou de perto os primeiros anos. A entrevista, que antes circulava apenas entre os assinantes do canal, agora chega a novos públicos, reacendendo a curiosidade sobre como tudo começou. E, para os tocantinenses que torcem pela dupla, a revelação reforça a ideia de que o estado também tem seu lugar no mapa da música sertaneja.

Ainda não há previsão de quando o vídeo será republicado oficialmente pela dupla ou pela equipe do programa, mas a repercussão já mostra que o passado deles segue tão vivo quanto os hits que os consagraram. Enquanto isso, os fãs continuam a esperar por novos lançamentos, enquanto relembram como tudo começou: com capas de músicas que fizeram história e muito suor nos palcos de interior.