Greve de aeronautas trava voos no Quênia e afeta milhares
Funcionários do Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta entram em paralisação por reivindicações não atendidas

Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairóbi, amanheceu com filas e cancelamentos de voos nesta manhã. A interrupção nos serviços foi provocada por uma greve iniciada pelos funcionários do local, que decidiram paralisar suas atividades para pressionar por melhorias em suas condições de trabalho. A decisão afeta diretamente passageiros que dependem do principal aeroporto do país para viagens domésticas e internacionais.
A paralisação foi organizada pela Kenya Aviation Workers’ Union (KAWU), que representa os trabalhadores do setor aéreo queniano. Segundo a entidade, a greve foi deflagrada após meses de negociações frustradas com a administração do aeroporto e com empresas aéreas. Entre as principais reivindicações estão a revisão salarial, a contratação de mais funcionários para reduzir a sobrecarga de trabalho e a melhoria das condições de segurança nos postos de serviço. A KAWU alega que as propostas apresentadas pela gestão do aeroporto não contemplam as demandas dos empregados, o que levou à paralisação imediata.
Os passageiros que já estavam no terminal enfrentaram cenas de aglomeração nos balcões de check-in e portões de embarque. Companhias aéreas como Kenya Airways e outras operadoras com voos no local tiveram de cancelar ou atrasar dezenas de partidas, deixando centenas de pessoas presas no aeroporto. A situação deve se estender enquanto não houver um acordo entre as partes, segundo informações preliminares. Autoridades locais não comentaram oficialmente sobre a paralisação, mas fontes internas confirmaram que a polícia foi acionada para evitar tumultos.
A KAWU informou que a greve é pacífica, mas não descarta a possibilidade de ampliação das ações se as negociações não avançarem. A entidade também afirmou que os trabalhadores estão dispostos a manter a paralisação até que suas reivindicações sejam atendidas integralmente. Enquanto isso, passageiros com voos marcados para os próximos dias já começam a buscar alternativas, como remarcação de passagens ou transferência para outros aeroportos da região.
O Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta é o principal hub do Quênia e um dos mais movimentados da África Oriental, responsável por conectar o país a destinos na Europa, Ásia e Américas. A interrupção nos serviços já começa a gerar prejuízos para a economia local, especialmente no setor de turismo e logística. Empresas que dependem de cargas aéreas também relatam atrasos na entrega de mercadorias, o que pode afetar cadeias de suprimentos em todo o país.
A situação deve ser acompanhada de perto nos próximos dias, com a expectativa de que novas rodadas de negociação ocorram entre a KAWU e a administração do aeroporto. Enquanto isso, passageiros e empresas aguardam por uma solução que normalize as operações no terminal.