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Governo libera R$ 171 milhões para nova ponte entre TO e MA

Contrato assinado pelo governo estadual prevê obra de ligação entre Esperantina e Carolina, com previsão de conclusão em 36 meses

📝 Redação CCN02 de setembro de 2026 às 10:00👁 12 leituras
Governo libera R$ 171 milhões para nova ponte entre TO e MA

O governo do Tocantins assinou na manhã desta terça-feira, 17, um contrato de R$ 171 milhões para a construção de uma nova ponte sobre o Rio Tocantins, ligando o município de Esperantina, no norte do estado, à cidade de Carolina, no Maranhão. A obra, que deve ser concluída em 36 meses, é vista como um marco para a integração regional e para o escoamento da produção local, especialmente de grãos e gado.

A assinatura do contrato aconteceu durante cerimônia no Palácio Araguaia, em Palmas, com a presença do governador Wanderlei Barbosa e do secretário estadual de Infraestrutura, Tiago Gonçalves. Segundo informações da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Transportes (SINFRA), o projeto faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e tem como objetivo reduzir o tempo de deslocamento entre as duas regiões, hoje dependentes de travessias precárias ou de longos desvios pela BR-153.

Para quem vive no extremo norte do Tocantins, a obra chega em um momento crítico. Produtores rurais da região de Esperantina e arredores enfrentam prejuízos anuais com o escoamento de safras, especialmente na época das chuvas, quando o nível do rio sobe e impede a travessia de balsas. "A ponte vai encurtar em pelo menos três horas a viagem até Carolina, facilitando o escoamento de soja, milho e gado", explica um produtor da região, que preferiu não se identificar. A obra também deve beneficiar moradores de municípios como Augustinópolis e Tocantinópolis, que atualmente dependem de rotas alternativas para acessar serviços essenciais no Maranhão.

O contrato, no valor de R$ 171 milhões, foi firmado com a construtora responsável pelo projeto, que ainda não teve o nome divulgado pela SINFRA. A empresa terá 36 meses para entregar a ponte, que terá extensão aproximada de 1.200 metros e será construída com tecnologia de vigas pré-moldadas, reduzindo o tempo de obra. A estrutura contará com duas faixas de rolamento, calçada para pedestres e iluminação pública, seguindo padrões do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A nova ponte não é apenas uma questão de mobilidade, mas também de segurança. Atualmente, a travessia entre Esperantina e Carolina é feita por balsas, que operam com capacidade limitada e ficam inativas durante enchentes. Em 2023, uma balsa que fazia a travessia entre os dois municípios ficou paralisada por três meses devido ao nível elevado do rio, deixando comunidades isoladas. "A obra vai eliminar esse risco e garantir acesso o ano todo", afirmou um técnico da SINFRA que acompanha o projeto.

O governador Wanderlei Barbosa destacou que a ponte integra um conjunto de ações do governo para melhorar a infraestrutura no norte do estado. "Esta obra é parte de um pacote maior que inclui pavimentação de rodovias e recuperação de pontes, tudo para integrar o Tocantins ao Maranhão e ao Pará", declarou. O secretário Tiago Gonçalves acrescentou que o projeto foi licitado em 2023 e passou por ajustes técnicos para garantir a viabilidade financeira e operacional.

A previsão é que as obras comecem ainda este mês, com a mobilização de máquinas e equipes. A SINFRA informou que já foram realizados estudos de impacto ambiental e que a licença prévia do Instituto Natureza do Tocantins (NATURATINS) está em andamento. Moradores da região aguardam ansiosos pela obra, mas já se preparam para possíveis transtornos durante a execução, como interdições temporárias de trechos de acesso.

Enquanto a ponte não fica pronta, a comunidade local segue dependendo de soluções provisórias. Em Esperantina, uma balsa particular opera com frequência reduzida, cobrando R$ 50 por veículo de passeio e R$ 150 por caminhão. "É caro, mas não tem outra opção", diz um motorista que faz a travessia duas vezes por semana para transportar grãos até Carolina. A nova ponte promete mudar esse cenário, mas até lá, a paciência será a melhor aliada.

A obra deve gerar cerca de 300 empregos diretos durante a construção, com prioridade para mão de obra local. A SINFRA já iniciou o processo de contratação de empresas de pequeno porte da região para fornecimento de materiais e serviços, como brita e mão de obra especializada. "Queremos que o dinheiro circule aqui mesmo, no norte do Tocantins", afirmou um assessor da secretaria.

O próximo passo é a divulgação do cronograma detalhado e a abertura de canteiros de obras. A ponte, quando pronta, será mais uma ligação estratégica entre o Tocantins e os estados vizinhos, reforçando a posição do estado como corredor logístico do Centro-Norte brasileiro.