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Polícia desarticula quadrilha de fraudes virtuais em Cuiabá

Operação cumpre três prisões e quatro buscas contra grupo suspeito de aplicar golpes pela internet

📝 Redação CCN01 de setembro de 2026 às 11:45👁 7 leituras
Polícia desarticula quadrilha de fraudes virtuais em Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira (1º) uma operação para desmantelar um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet a partir de Cuiabá. Três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão foram cumpridos contra os investigados, que teriam tentado aplicar um golpe de cerca de R$ 29 mil contra uma empresa do Rio Grande do Sul.

A operação, batizada de Fake Eagle, foi desencadeada após a vítima registrar um boletim de ocorrência informando ter sido alvo de uma fraude virtual. A Polícia Civil identificou, por meio de investigações, que os suspeitos atuavam de forma coordenada, utilizando métodos como falsificação de documentos e engenharia social para ludibriar empresas e pessoas físicas. As buscas e prisões ocorreram em endereços distintos na capital mato-grossense, onde os investigadores apreenderam equipamentos eletrônicos que podem conter provas das atividades criminosas.

O delegado responsável pelo caso afirmou que o grupo operava há meses, aplicando golpes em diferentes regiões do país. Segundo ele, as vítimas eram abordadas por meio de contatos falsos, como e-mails ou ligações, que simulavam situações de urgência ou oportunidades comerciais vantajosas. "Eles conseguiam enganar até mesmo empresas com estruturas de segurança, o que mostra a sofisticação do grupo", declarou o policial. A investigação ainda busca identificar outros envolvidos e mapear a rede de atuação dos criminosos.

A operação faz parte de um esforço maior da Polícia Civil para combater fraudes virtuais, que têm crescido no país nos últimos anos. Em 2023, o Brasil registrou mais de 10 milhões de tentativas de golpes pela internet, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A Polícia Civil de Mato Grosso não divulgou o nome dos presos, mas informou que eles responderão por crimes como estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

Os próximos passos da investigação incluem a análise dos equipamentos apreendidos e a coleta de depoimentos dos presos. A Polícia Civil também deve intensificar o monitoramento de possíveis vítimas e compartilhar informações com outras unidades da federação para evitar novos golpes. Enquanto isso, especialistas em segurança digital recomendam que empresas e cidadãos redobrem a atenção ao receber comunicações suspeitas, verificando sempre a autenticidade das informações antes de tomar qualquer decisão.

A operação Fake Eagle reforça a importância da colaboração entre forças de segurança e a sociedade para combater crimes cibernéticos, que não conhecem fronteiras e exigem respostas ágeis e coordenadas.