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Frigorífico LKJ busca recursos para quitar salários atrasados

Empresa em dificuldades financeiras recorre na justiça e pede liberação de valores para honrar compromissos com funcionários

📝 Redação CCN06 de junho de 2026 às 17:11👁 2 leituras
Frigorífico LKJ busca recursos para quitar salários atrasados

A LKJ Frigorífico, unidade produtiva que opera em Araguaína, entrou com recurso contra a sentença de falência e apresentou pedido urgente para destravar recursos financeiros destinados ao pagamento de salários vencidos dos seus funcionários. A medida representa uma tentativa da empresa de manter operações e honrar compromissos trabalhistas enquanto busca reverter a situação judicial.

A empresa, que tem presença significativa no setor pecuário do norte tocantinense, enfrenta dificuldades para quitar débitos salariais acumulados. Os trabalhadores esperavam pela regularização dos pagamentos, situação que se arrasta há meses na região onde a agroindústria movimenta parte considerável da economia local.

Araguaína depende fortemente de empresas do ramo alimentício e de processamento de proteínas animal. O frigorífico representa uma fonte importante de empregos diretos e indiretos na cidade, além de integrar a cadeia de produção que conecta criadores de gado do estado ao mercado consumidor. A crise financeira da LKJ reacende debates sobre a fragilidade das operações industriais tocantinenses e a vulnerabilidade dos trabalhadores quando essas empresas enfrentam dificuldades.

A estratégia da empresa passa por demonstrar à Justiça que pode reorganizar suas operações e cumprir com obrigações trabalhistas se conseguir acessar recursos bloqueados. O recurso foi direcionado aos tribunais competentes, que agora precisam analisar tanto a viabilidade da recuperação quanto as prioridades entre credores e colaboradores.

Trabalhadores e sindicatos que representam a categoria acompanham o processo. Para os funcionários, cada mês sem receber salários significa impossibilidade de cobrir despesas básicas nas famílias que dependem da renda. Muitos deles vivem em bairros da periferia de Araguaína e enfrentam dificuldades para manter aluguel, alimentação e gastos com educação dos filhos.

A movimentação processual traz incertezas também para fornecedores locais que vendem insumos e serviços ao frigorífico. Pequenos negócios que dependem dessas transações também sentem os efeitos da crise da empresa maior. Transportadores, distribuidores e prestadores de serviço ligados à operação enfrentam atrasos em recebimentos.

As próximas semanas serão decisivas. A análise do recurso na justiça determinará se a LKJ consegue liberar os valores para regularizar os salários e manter a operação funcionando. Enquanto isso, funcionários seguem acompanhando cada movimento dos autos processuais esperando pela normalização da situação trabalhista.