AO VIVO
Brasil

Flávio reafirma: sem reeleição se eleito em 2026

Candidato do PL promete reformas profundas e enfrenta cobrança sobre rejeição no mercado

📝 Redação CCN28 de agosto de 2026 às 12:32👁 2 leituras
Flávio reafirma: sem reeleição se eleito em 2026

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio, deixou claro em evento com empresários que, caso seja eleito em 2026, não buscará a reeleição. A declaração veio durante encontro com figuras influentes do setor produtivo, onde o tema das reformas estruturais dominou os debates.

No evento, Flávio defendeu mudanças profundas na economia e na gestão pública, mas foi questionado sobre como lidaria com sua baixa popularidade entre investidores e parte da população. "As reformas são necessárias para o Brasil, mas também precisamos de estabilidade política", afirmou, sem detalhar como conciliaria esses dois pontos. A postura de não disputar um segundo mandato foi apresentada como um sinal de compromisso com o curto prazo, algo que, segundo ele, atrairia confiança do mercado.

A estratégia, no entanto, não convenceu todos os presentes. Um dos empresários presentes ao encontro, que pediu anonimato, disse que a rejeição ao candidato ainda é um obstáculo maior do que as promessas de reformas. "Reformas são importantes, mas sem apoio político, elas não saem do papel", comentou. Flávio não respondeu diretamente à crítica, limitando-se a repetir que o foco é no primeiro mandato.

O evento reuniu nomes como o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, e o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rafael Cervone. Ambos destacaram a necessidade de um governo que dialogue com o setor privado, mas não endossaram publicamente a candidatura. "O que precisamos é de previsibilidade, e isso inclui clareza sobre os próximos quatro anos", afirmou Andrade.

Flávio aproveitou a ocasião para reforçar sua imagem de reformista, citando a necessidade de ajustes na Previdência e na legislação trabalhista. "O Brasil não pode mais adiar decisões que garantam crescimento sustentável", declarou. A fala, no entanto, não foi suficiente para dissipar dúvidas sobre sua capacidade de governar sem buscar a reeleição, um tema que divide analistas.

O mercado financeiro, que tem reagido com cautela às intenções do candidato, ainda não mostrou sinais de confiança renovada. Na semana passada, o Ibovespa caiu 1,2% após declarações de Flávio sobre política econômica, refletindo a incerteza que persiste entre investidores.

Agora, a pergunta que fica é: a promessa de não disputar a reeleição será suficiente para reverter a imagem de instabilidade associada à sua candidatura? Ou o mercado continuará exigindo mais do que palavras para apostar no projeto? A resposta pode definir não só o futuro político de Flávio, mas também o ritmo da economia nos próximos anos.

O próximo passo será a definição da equipe econômica, caso ele mantenha a dianteira nas pesquisas. Fontes próximas ao candidato afirmam que a escolha dos nomes será anunciada até o fim do ano, um movimento que poderá ou não acalmar os ânimos no setor produtivo.