Flávio Bolsonaro promete acordo com EUA se eleito presidente
Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro diz que Flávio não pediu tarifas e que sobretaxas já foram justificadas pelos EUA

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, fará um acordo com os Estados Unidos assim que for eleito. A declaração veio em meio a discussões sobre tarifas impostas pelo governo americano a produtos brasileiros, especialmente aço e alumínio, que geraram tensões comerciais entre os dois países.
Segundo Eduardo Bolsonaro, Flávio não solicitou aos EUA a aplicação de tarifas, e as sobretaxas já haviam sido explicadas pelas autoridades americanas. O contexto é de um cenário global onde a política comercial dos EUA tem afetado diversos setores, inclusive o brasileiro. A fala do ex-deputado surge em um momento de especulações sobre a postura do Brasil frente a essas medidas, que já duram anos e impactam diretamente exportadores tocantinenses, como produtores de soja e carne.
Para o Tocantins, estado que depende fortemente das exportações agrícolas, a possibilidade de um acordo entre Flávio Bolsonaro e os EUA pode significar alívio nas barreiras comerciais. Produtores rurais da região temem que as tarifas americanas reduzam a competitividade de seus produtos no mercado internacional. A soja, principal commodity do estado, já enfrenta dificuldades para acessar o mercado dos EUA, que impôs restrições em 2018 e desde então mantém barreiras.
A justificativa das tarifas americanas, segundo o governo dos EUA, baseia-se em questões de segurança nacional, alegando que o aço e o alumínio brasileiros representam riscos para a indústria local. No entanto, analistas do setor comercial brasileiro argumentam que as medidas são protecionistas e visam beneficiar produtores americanos em detrimento de parceiros como o Brasil. A discussão ganhou força após a vitória de Donald Trump nas eleições americanas, que sinalizou uma postura ainda mais dura em relação ao comércio internacional.
Eduardo Bolsonaro, que é irmão do senador Flávio, reforçou que a intenção é buscar um entendimento que beneficie ambos os países, sem impor barreiras unilaterais. "Não há pedido para que os EUA aumentem tarifas. O que queremos é um acordo que abra mercados e facilite o comércio", declarou. A fala dele foi feita durante entrevista ao portal InfoMoney, onde também comentou sobre a necessidade de o Brasil diversificar suas parcerias comerciais, especialmente com países da Ásia e da Europa.
O senador Flávio Bolsonaro, que já ocupou cargos públicos e é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem se posicionado como uma alternativa para o Brasil em 2026. Sua pré-candidatura já movimenta discussões sobre política externa, especialmente em um momento em que o país busca reatar relações com parceiros estratégicos. A promessa de um acordo com os EUA, caso seja eleito, pode ser um ponto-chave para atrair eleitores preocupados com a economia e o comércio exterior.
Enquanto isso, o governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de um acordo liderado por Flávio Bolsonaro. O Ministério das Relações Exteriores tem mantido diálogos com os EUA, mas sem avanços significativos até agora. A situação exige atenção, pois o resultado dessas negociações pode definir o futuro das exportações brasileiras, incluindo as do Tocantins, que dependem de mercados como o americano para escoar sua produção.
O próximo passo será observar como a campanha de Flávio Bolsonaro se posicionará sobre o tema nos próximos meses. Se eleito, a expectativa é que ele priorize a retomada de negociações comerciais com os EUA, mas o sucesso dependerá da disposição dos dois governos em ceder em pontos sensíveis, como subsídios agrícolas e barreiras não tarifárias.