Financiador de filme recebeu recursos de organização criminosa
Ministro da Fazenda Dario Durigan declara que Antônio Carlos Freixo Júnior, da Entre Investimentos, recebeu dinheiro do crime organizado na quinta-feira (24)
Na manhã desta quinta-feira, o ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou que Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro” e proprietário da Entre Investimentos, recebeu recursos provenientes de crime organizado. A declaração foi feita durante entrevista coletiva transmitida ao vivo, sem maiores detalhes sobre a origem dos valores.
A revelação surge em meio a investigações que já apontam ligações entre o mercado de entretenimento e fluxos ilícitos de dinheiro. Segundo o ministro, o aporte financeiro teria sido destinado ao financiamento do longa‑metragem “Dark Horse”, produção que busca arrecadar apoio de investidores privados. A fonte dos recursos, segundo Durigan, teria origem em atividades criminosas que operam na sombra do sistema financeiro.
Para o setor cinematográfico, a notícia pode representar um revés significativo. Produtores que dependem de capitais externos agora enfrentam maior escrutínio de autoridades fiscais e de compliance. Investidores individuais, ainda que alheios a quaisquer práticas ilícitas, podem ser arrastados para processos judiciais ou ter seus aportes bloqueados. O caso também alerta para a necessidade de reforçar mecanismos de rastreamento de dinheiro sujo em projetos culturais.
Durigan citou que “não há margem para impunidade quando recursos do crime alimentam a produção de conteúdo”. A afirmação reforça o posicionamento do Ministério da Fazenda de intensificar a fiscalização de fluxos financeiros suspeitos. Embora não tenha divulgado números exatos, o ministro indicou que a Entre Investimentos já figura em listas de monitoramento interno, o que pode levar a auditorias aprofundadas.
As autoridades prometem abrir investigação formal para apurar a extensão do envolvimento de Freixo Júnior e identificar possíveis co‑responsáveis. O Ministério Público deve receber o caso para determinar se há necessidade de medidas judiciais, como bloqueio de ativos ou prisão preventiva. Enquanto isso, a produção de “Dark Horse” permanece em suspenso, aguardando clareza sobre a origem dos fundos e a viabilidade de prosseguir sem comprometimento legal. Acompanhe os próximos desenvolvimentos à medida que as investigações avançam.