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FIFA isenta árbitro acusado de gesto racista na Copa

Shaun Evans, assistente australiano, nega intenção em movimento durante jogo e é absolvido pela entidade

📝 Redação CCN16 de junho de 2026 às 11:04👁 1 leituras
FIFA isenta árbitro acusado de gesto racista na Copa

O árbitro assistente australiano Shaun Evans foi inocentado pela FIFA após denúncia de suposto gesto racista durante um jogo da Copa do Mundo. O episódio ocorreu na partida entre Argentina e Austrália, válida pelas oitavas de final do torneio, e levantou debates sobre discriminação no esporte. Evans negou ter agido com intenção discriminatória, classificando o movimento como involuntário e subconsciente.

A polêmica ganhou força após imagens mostrarem o assistente fazendo um gesto com a mão próximo ao rosto, interpretado por alguns como uma referência racista. A FIFA, no entanto, analisou o caso e concluiu que não houve intenção de ofender, baseando-se no depoimento do próprio árbitro e em avaliações técnicas. A entidade não divulgou detalhes sobre o processo, mas confirmou que a decisão foi unânime entre os membros da comissão disciplinar.

Para os torcedores tocantinenses que acompanham o futebol internacional, o caso reacende discussões sobre a subjetividade das acusações de racismo no esporte. Em Palmas, onde o interesse por futebol cresce especialmente durante grandes eventos como a Copa, a notícia pode gerar reflexões sobre como o preconceito é identificado e julgado em campo. O Tocantins, embora distante dos holofotes do Mundial, tem sua própria história de debates sobre inclusão no esporte, como a participação de atletas negros em times locais e a luta contra o racismo em campeonatos regionais.

O árbitro australiano, que já apitou jogos de alto nível, afirmou que o movimento foi um reflexo natural, sem relação com qualquer tipo de discriminação. Sua defesa contou com o apoio da Associação de Árbitros da Austrália, que emitiu nota destacando a integridade profissional de Evans. A FIFA, por sua vez, não aplicou nenhuma sanção, encerrando o caso sem punições.

O episódio coloca em pauta a necessidade de critérios mais claros para avaliar situações ambíguas em partidas. Enquanto a entidade esportiva optou pela inocência, a polêmica permanece entre torcedores e analistas, que questionam se a decisão foi técnica ou influenciada por pressões externas. Para o futebol brasileiro, acostumado a casos recorrentes de racismo, a discussão ganha ainda mais relevância, especialmente em um momento em que a CBF reforça campanhas contra o preconceito nas arquibancadas.

A próxima etapa do Mundial segue com a Argentina nas quartas de final, mas o debate sobre o episódio deve ecoar além dos gramados. A FIFA já anunciou que revisará seus protocolos para lidar com denúncias de discriminação, embora não tenha dado prazos para mudanças. Enquanto isso, Shaun Evans segue sua carreira, agora livre de acusações, mas com a sombra de uma polêmica que dividiu opiniões no mundo do futebol.