Tocantins brilha na Feicorte 2024 com mais de 20% de público
Pecuaristas do estado desembarcam em Presidente Prudente para fechar negócios e buscar inovações até sexta-feira 28

A Feicorte 2024, maior feira de negócios da cadeia produtiva da carne do país, abriu suas portas ontem em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, com um movimento que já supera as expectativas: 20% a mais de visitantes em relação às edições anteriores. Entre eles, estão dezenas de pecuaristas tocantinenses que desembarcaram no evento para fechar contratos, conhecer tecnologias e avaliar as últimas novidades do setor. A feira, que segue até sexta-feira, 28, promete ser um dos principais termômetros da pecuária brasileira este ano, com foco em inovações que aliem produtividade e sustentabilidade — um tema cada vez mais urgente para quem vive do campo no Tocantins.
O estado, que tem na bovinocultura uma das suas principais atividades econômicas, não poderia ficar de fora. Produtores das regiões de Araguaína, Gurupi e Porto Nacional já confirmaram presença, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet). Para eles, a Feicorte não é apenas uma vitrine de produtos e serviços, mas um espaço para entender para onde caminha o setor. "A feira é fundamental para quem quer se atualizar e fechar negócios que façam diferença no bolso", afirmou um produtor de Araguaína que preferiu não se identificar. A expectativa é grande, especialmente porque o Tocantins tem ampliado sua participação no mercado nacional de carne bovina nos últimos anos, com investimentos em genética e manejo que começam a dar resultados.
A participação tocantinense na Feicorte 2024 não é por acaso. O estado tem buscado se posicionar como um dos principais polos de produção de carne do país, com um rebanho de mais de 8 milhões de cabeças e uma cadeia produtiva que emprega milhares de famílias. A feira chega em um momento em que os pecuaristas locais enfrentam desafios como a seca prolongada em algumas regiões e a pressão por práticas mais sustentáveis. "Aqui a gente vê o que está dando certo em outras regiões e adapta para a nossa realidade", contou um criador de Gurupi que já tem negócios fechados na feira.
A Faet, que representa os interesses dos produtores rurais no Tocantins, destacou que a presença maciça dos tocantinenses na Feicorte reflete o momento positivo do setor no estado. "Estamos vendo um crescimento consistente na exportação de carne bovina, e eventos como esse ajudam a abrir portas para novos mercados", afirmou o presidente da entidade. Segundo dados da Federação, o Tocantins já é o quarto maior exportador de carne bovina do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso, Goiás e São Paulo. A expectativa é que, até o final do ano, o estado ultrapasse Goiás e assuma a terceira posição no ranking nacional.
Para quem está em Palmas e no interior do Tocantins, a Feicorte 2024 representa uma oportunidade de ouro. Além de fechar negócios, os produtores podem conhecer tecnologias que vão desde sistemas de irrigação para pastagens até softwares de gestão pecuária. "Tem coisa que a gente só vê aqui, e que pode fazer a diferença lá na fazenda", disse um pecuarista de Porto Nacional. A feira também é um espaço para discutir políticas públicas, como os incentivos do governo estadual para a modernização da pecuária, que incluem linhas de crédito com juros mais baixos e assistência técnica gratuita.
Os próximos dias serão intensos para quem está em Presidente Prudente. A programação inclui palestras com especialistas, demonstrações de máquinas e equipamentos, e até mesmo leilões de animais com genética premium. Para os tocantinenses, o desafio agora é transformar as oportunidades vistas na feira em resultados concretos quando voltarem para casa. Afinal, como diz um velho ditado do campo, "negócio fechado na feira é lucro garantido na porteira".