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Família busca homem sumido em romaria no interior do Tocantins

Desaparecimento ocorreu durante peregrinação em cidade do Bico do Papagaio; familiares pedem ajuda à polícia

📝 Redação CCN31 de agosto de 2026 às 01:08👁 17 leituras
Família busca homem sumido em romaria no interior do Tocantins

Uma família está mobilizada em busca de um homem que desapareceu durante uma romaria no norte do Tocantins. O caso aconteceu na manhã do último domingo, 12, na cidade de Augustinópolis, na região do Bico do Papagaio, conhecida por suas fortes tradições religiosas e peregrinações. O homem, de 45 anos, foi visto pela última vez por volta das 9h, quando participava de uma caminhada de fé que reuniu centenas de moradores e visitantes.

Segundo relatos da família, ele saiu de casa cedo para acompanhar a romaria, um evento comum na região, especialmente em municípios com forte devoção a santos católicos. A peregrinação seguiu por estradas vicinais e trechos de mata, locais que, em dias de chuva ou calor intenso, podem se tornar perigosos. A polícia foi acionada horas depois, quando a ausência do homem foi notada por parentes que aguardavam seu retorno. A Guarda Municipal de Augustinópolis e a Polícia Militar do Tocantins iniciaram buscas no local, mas até o fechamento desta edição não havia pistas concretas sobre o paradeiro dele.

O desaparecimento abalou a comunidade local, que se uniu para ajudar na procura. Vizinhos, amigos e até desconhecidos se organizaram para percorrer áreas próximas ao trajeto da romaria, enquanto a família mantém as esperanças de encontrá-lo com vida. A notícia se espalhou rapidamente pelas redes sociais, com moradores de Augustinópolis e cidades vizinhas, como Tocantinópolis e Xambioá, compartilhando informações e pedindo colaboração.

A Polícia Civil do Tocantins informou que o caso está sendo tratado como desaparecimento, mas não descarta a possibilidade de investigar outras hipóteses. A corporação pediu que quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro do homem entre em contato com a delegacia de Augustinópolis ou disque 190 para acionar a PM. A família, emocionada, agradeceu o apoio recebido até agora e pediu que as pessoas fiquem atentas a qualquer sinal do homem, que tem cabelos castanhos, estatura média e vestia roupas casuais no dia do sumiço.

Romarias como a que o homem participava são comuns no Bico do Papagaio, região marcada por uma cultura religiosa intensa. Em municípios como Augustinópolis, peregrinações a santuários ou capelas são eventos que atraem fiéis de várias cidades, muitas vezes percorrendo longas distâncias a pé. A infraestrutura local, no entanto, nem sempre acompanha a demanda, com estradas precárias e pouca iluminação em trechos rurais, o que pode agravar situações de risco em casos como este.

Para as famílias que vivem na região, o desaparecimento reacendeu memórias de outros casos semelhantes ocorridos em anos anteriores, quando moradores sumiram durante eventos religiosos ou deslocamentos. A falta de respostas rápidas nesses momentos deixa marcas profundas, especialmente em comunidades pequenas, onde a solidariedade é a principal — e, às vezes, única — ferramenta de busca.

A polícia segue com as investigações, mas o tempo é um fator crítico. A cada hora sem notícias, a esperança de encontrar o homem diminui, enquanto a angústia da família cresce. Autoridades locais pedem que a população não espere para relatar qualquer informação, por menor que pareça. Em Augustinópolis, a prefeitura emitiu um comunicado reforçando o apelo por colaboração e destacando que a segurança pública é prioridade, mas reconheceu que, em casos como este, a ajuda da comunidade é fundamental.

O caso ainda não ganhou repercussão estadual, mas moradores do Bico do Papagaio já cobram mais atenção das autoridades para a região, que enfrenta desafios como a falta de policiamento constante em áreas afastadas e a necessidade de melhorar a sinalização em estradas usadas por romeiros. Enquanto a busca continua, a família do homem desaparecido mantém a fé de que ele será encontrado em segurança, mas o silêncio das últimas horas só aumenta a incerteza.