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Família de Moisés da Sercon cobra justiça oito anos depois

Ex-prefeito de Miracema do Tocantins foi assassinado em 2018; família pede investigação definitiva

📝 Redação CCN29 de agosto de 2026 às 13:54👁 4 leituras
Família de Moisés da Sercon cobra justiça oito anos depois

Oito anos depois de um crime que chocou Miracema do Tocantins, a família do ex-prefeito Moisés Costa da Silva, conhecido como Moisés da Sercon, segue sem respostas. O assassinato ocorreu em 30 de agosto de 2018, quando ele ainda exercia o mandato, e até hoje ninguém foi responsabilizado pelo crime. A data marca não só a passagem de tempo, mas a ausência de justiça para uma das famílias mais influentes da cidade, que perdeu um líder eleito com 84% dos votos em 2016.

Moisés da Sercon foi alvejado à luz do dia, em plena rua, enquanto cumpria suas funções como chefe do Executivo municipal. O crime aconteceu na região central de Miracema, cidade localizada no coração do Tocantins, a cerca de 120 quilômetros de Palmas. Na época, o caso mobilizou a população e ganhou repercussão estadual, mas as investigações não avançaram como a família esperava. Desde então, a cobrança por respostas se tornou um fardo diário para parentes e apoiadores, que veem na impunidade um reflexo de problemas maiores na segurança pública local.

Para quem vive em Miracema, a falta de solução não é apenas uma questão de justiça, mas de tranquilidade. A cidade, que já enfrentou outros episódios violentos, depende de gestores públicos que possam trabalhar sem a sombra do medo. A morte de Moisés da Sercon deixou um vazio não só na política, mas na rotina de uma comunidade que viu um de seus principais representantes ser tirado de cena de forma brutal. Moradores ainda lembram do impacto que o crime teve na cidade, especialmente entre aqueles que apoiavam o ex-prefeito ou que viam nele uma esperança de mudanças.

A família não esconde a frustração. Em depoimentos ao longo dos anos, parentes de Moisés da Sercon cobraram celeridade nas investigações, mas o caso segue em aberto. A Polícia Civil do Tocantins, responsável pelas apurações, não divulgou avanços recentes que levem a um suspeito ou à motivação do crime. Sem pistas concretas, a hipótese de impunidade ganha força entre quem acompanha o caso, inclusive moradores de Miracema que ainda depositam esperanças em uma resposta oficial.

O assassinato de Moisés da Sercon aconteceu em um momento delicado para a política tocantinense. Ele foi eleito em 2016 com uma votação expressiva, o que mostrava a confiança da população em seu trabalho. Durante o mandato, o ex-prefeito esteve à frente de obras e projetos que impactaram diretamente a vida de quem mora na cidade, especialmente em áreas como infraestrutura e serviços públicos. A ausência de um desfecho para o caso, no entanto, deixou uma sombra sobre o legado que ele poderia ter deixado.

Para a população de Miracema, a demora nas investigações reforça a necessidade de um sistema de segurança mais eficiente. A cidade, como outras do interior do Tocantins, enfrenta desafios como a falta de recursos para investigações mais ágeis e a escassez de profissionais capacitados para lidar com crimes de alta repercussão. A cobrança da família, nesse contexto, se mistura à insatisfação de quem vê a justiça tardar em casos que abalam a confiança nas instituições.

A Polícia Civil do Tocantins, quando questionada sobre o caso, limitou-se a informar que as investigações continuam em andamento, sem detalhar ações recentes. A Secretaria de Segurança Pública do estado, por sua vez, não se manifestou publicamente sobre o tema nos últimos meses. Enquanto isso, a família de Moisés da Sercon mantém viva a memória do ex-prefeito, que segue como um símbolo de luta para aqueles que acreditam em um Tocantins mais justo.

O caso também reacendeu discussões sobre a segurança de gestores públicos no estado. Em Miracema, como em outras cidades tocantinenses, prefeitos e vereadores muitas vezes trabalham sob pressão, seja por conflitos políticos ou por interesses econômicos que envolvem obras e contratos. A morte de Moisés da Sercon serviu como um alerta para a necessidade de proteção a autoridades, mas até agora não houve mudanças significativas nesse sentido.

A Justiça, por sua vez, não se pronunciou sobre o caso desde a data do crime. Sem um julgamento ou uma condenação, a família segue em busca de respostas que possam, ao menos, trazer algum alívio. Para os moradores de Miracema, a espera por justiça é também uma espera por um futuro onde crimes como esse não fiquem impunes.

Oito anos depois, a pergunta que não quer calar ainda ecoa: quem matou Moisés da Sercon? A resposta, que um dia pode vir, será decisiva não só para a família, mas para toda uma cidade que ainda carrega as marcas de um crime que mudou sua história.