Oito meses após morte de PM, família clama por justiça
Parentes de policial aposentado morto a facadas em Palmas enfrentam luto e angústia com investigação que avança lentamente.

Janilto Batista Belém foi morto a facadas na região sul de Palmas há oito meses. Sua família segue aguardando respostas e, até agora, nenhuma prisão foi anunciada.
Para Thais Rejane Carvalho, filha da vítima, os dias são marcados pelo luto misturado com indignação. Ela descreve o pai como um homem paciente, alguém que educava os filhos através do diálogo e constantemente incentivava os estudos. Essas lições de vida que Janilto deixou em herança contrastam brutalmente com o sentimento de impunidade que toma conta da casa agora.
O crime aconteceu na região sul de Palmas, uma área que historicamente concentra casos de violência na capital tocantinense. A investigação ainda não produziu avanços visíveis. Enquanto a polícia trabalha na apuração, a família convive diariamente com uma ausência que dói.
A morte de um policial militar, ainda que aposentado, deveria despertar atenção redobrada das autoridades. Mas o tempo passa e a frustração cresce. Oito meses é tempo suficiente para deixar cicatrizes profundas em qualquer núcleo familiar. Para a família de Janilto, é também tempo suficiente para questionar se o sistema de justiça está realmente empenhado em resolver o caso.
O que chama atenção em histórias como esta é o padrão que revelam. Homicídios em Tocantins, especialmente aqueles que envolvem policiais, frequentemente enfrentam investigações lentas. A falta de avanços visíveis alimenta suspeitas entre os familiares e a comunidade. Será que o caso não é prioridade? Faltam recursos? Há obstáculos que não são publicamente reconhecidos?
Thais Rejane segue lutando não apenas pela memória do pai, mas pela possibilidade de que aqueles responsáveis pelo crime enfrentem a justiça. Essa luta não é apenas pessoal. Representa o que sentem dezenas de outras famílias em Palmas e no Tocantins que vivem a mesma angústia — a de perder um ente querido e depois esperar, esperando sempre, por respostas que não chegam.
O desaparecimento de esperança é tão violento quanto o crime em si. Deixa marcas invisíveis mas profundas. A cada mês que passa sem novidades, a dor se transforma em frustração. A frustração vira desconfiança. E a desconfiança corrói a crença de que a justiça existe para todos.
Palmas merecia saber quem matou Janilto Batista Belém. Sua família merecia justiça. A sociedade tocantinense merecia ver que investigações de homicídios — independentemente de quem é a vítima — são levadas a sério. Por enquanto, oito meses depois, a resposta ainda é o silêncio.