Expointer 2026 mira recuperação com 7,9 mil animais e 130 marcas
Maior feira agropecuária do Brasil começa com expectativa de negócios após queda em 2025

A 45ª edição da Expointer, que começa no próximo dia 23 de agosto em Esteio (RS), chega com a promessa de reaquecer o mercado agropecuário. Com 7,9 mil animais inscritos e cerca de 130 empresas de máquinas agrícolas, o evento busca retomar o ritmo de negócios que movimentou R$ 4,42 bilhões no ano passado.
A feira, tradicionalmente um termômetro do setor, enfrentou desafios recentes. Em 2025, o volume de transações caiu em comparação aos anos anteriores, reflexo de um cenário econômico instável e da redução do poder de compra de produtores rurais. Agora, os organizadores apostam na diversidade de animais — entre bovinos, equinos e ovinos — e na presença de fabricantes de equipamentos para atrair compradores de todo o país. A expectativa é que a edição de 2026 recupere parte das vendas perdidas, especialmente em segmentos como genética animal e tecnologia para pecuária.
Para quem depende do agro, o evento é uma oportunidade única. Compradores de estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais já confirmaram presença, buscando desde touros de alto valor genético até tratores e colheitadeiras. A feira também serve como vitrine para lançamentos de máquinas, que prometem ganhos de produtividade. Segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), a comercialização de animais de raça registrada deve ser um dos destaques, com preços que podem superar R$ 500 mil por exemplar.
Os números reforçam a importância do evento. Além dos 7,9 mil animais, a Expointer reunirá 130 marcas de máquinas agrícolas, número 15% maior que em 2025. A área de exposição chega a 150 mil metros quadrados, com estandes que incluem desde pequenas cooperativas até multinacionais. A feira também contará com palestras técnicas e leilões ao vivo, que costumam atrair multidões.
O mercado espera que a edição de 2026 marque a virada. Em 2024, a feira movimentou R$ 5,1 bilhões, mas a queda para R$ 4,42 bilhões em 2025 acendeu um sinal de alerta. Os organizadores, no entanto, minimizam os riscos. "A Expointer sempre foi um termômetro do agro brasileiro. Mesmo com oscilações, o evento mantém sua relevância", afirmou um porta-voz da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), entidade que coordena o evento.
Os próximos passos incluem a abertura oficial no dia 23, com programação que se estende até 31 de agosto. Além dos negócios, a feira promoverá rodadas de negócios e encontros entre produtores e fornecedores. Para quem busca oportunidades no setor, o desafio será transformar expectativas em contratos fechados.
A Expointer segue como um dos principais eventos do calendário agropecuário, mesmo em tempos de incerteza. Se a aposta dos organizadores se confirmar, 2026 pode ser o ano da virada.