Exército do Nepal livra 350 pessoas em túnel após enchente
Operação de resgate durou dois dias em usina hidrelétrica na região de Rasuwa

Na última quinta-feira, o Exército do Nepal finalizou uma operação de resgate que tirou 350 trabalhadores e moradores de um túnel na usina hidrelétrica Upper [], na região de Rasuwa. O isolamento começou na quarta-feira, quando uma avalanche provocou uma enchente que bloqueou a entrada do túnel. A ação durou dois dias e envolveu equipes especializadas em situações de emergência.
O acidente aconteceu durante a construção da usina, que já enfrentava desafios naturais na área. A avalanche, comum em regiões montanhosas, desprendeu grande volume de gelo e rochas, obstruindo o túnel e deixando as vítimas sem saída. Equipes de resgate tiveram que agir rapidamente para evitar o pior, já que o local não oferecia condições seguras para evacuação imediata. A operação exigiu coordenação entre militares, engenheiros e moradores locais, que colaboraram com informações sobre o terreno.
Para quem acompanha obras de infraestrutura no Tocantins, o caso serve como alerta sobre os riscos em projetos hidrelétricos. No estado, empreendimentos como a Usina de Estreito e a ampliação de pequenas centrais hidrelétricas já enfrentaram problemas semelhantes, como enchentes repentinas e deslizamentos. A Defesa Civil do Tocantins, por exemplo, mantém protocolos de segurança para situações como essa, mas a realidade do Nepal mostra como imprevistos podem superar qualquer planejamento.
Segundo relatos oficiais, os resgatados foram levados para abrigos temporários enquanto as equipes verificavam a estabilidade do túnel. Não houve vítimas fatais, mas alguns feridos leves foram encaminhados para atendimento médico. A usina, que ainda está em fase de conclusão, teve suas obras interrompidas até que a segurança do local seja reavaliada.
A operação no Nepal reforça a importância de investimentos em prevenção de desastres em regiões com alta atividade hidrelétrica. No Tocantins, onde barragens e usinas são essenciais para a geração de energia, a lição é clara: a natureza pode surpreender, e os protocolos precisam estar sempre atualizados. Enquanto isso, no Nepal, as famílias dos resgatados comemoram o fim de dois dias de angústia, mas a reconstrução da confiança na obra deve levar tempo.
A usina Upper [] ainda não teve seu nome completo divulgado pela imprensa internacional, mas o caso já circula entre engenheiros e profissionais de segurança no Brasil. A expectativa é que o acidente leve a revisões em projetos semelhantes em todo o mundo, inclusive no Tocantins, onde a relação entre desenvolvimento e segurança ambiental segue em debate.