Morre Thalita Tavares, ex-apresentadora do Globo Esporte TO
Jornalista de 46 anos faleceu em Santa Catarina após batalha contra a doença

Thalita Tavares Caturelli Passoni, ex-apresentadora do Globo Esporte Tocantins, morreu na madrugada desta quarta-feira (26) em Florianópolis, Santa Catarina. Aos 46 anos, ela perdeu a luta contra um câncer, doença que enfrentava há algum tempo. Thalita deixa um filho de 10 anos.
Natural de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, ela chegou a Palmas em abril de 2007. Na época, a cidade ainda respirava os primeiros anos de sua consolidação como capital do Tocantins, um período em que a mídia local ganhava força com profissionais que vinham de outras regiões em busca de oportunidades. Thalita começou sua trajetória na cobertura esportiva, especialmente em campeonatos amadores e categorias de base, um trabalho que ajudou a moldar o jeito de fazer jornalismo esportivo no estado.
Na televisão, ela se destacou ao lado de outros nomes que fizeram história na emissora, como quando o Globo Esporte passou a ter uma edição local no Tocantins. Sua presença na tela não só trouxe visibilidade para atletas e competições regionais, como também ajudou a aproximar o público das histórias por trás dos esportes praticados no estado.
A notícia do falecimento foi recebida com pesar por colegas e telespectadores que acompanharam sua trajetória. Em redes sociais, muitos compartilharam lembranças de sua passagem pelo jornalismo tocantinense, destacando não apenas seu profissionalismo, mas também a forma como se conectava com as pessoas.
Thalita Tavares é mais um nome a se juntar à lista de profissionais que, mesmo em um mercado pequeno como o do Tocantins, deixaram sua marca. Sua história reflete os desafios e as conquistas de quem escolheu a carreira na comunicação em um estado que ainda se construía quando ela chegou.
O Globo Esporte Tocantins, emissora onde ela atuou, não se pronunciou oficialmente sobre o caso até o fechamento desta edição. A família de Thalita não divulgou detalhes sobre o velório ou cerimônia de despedida, mantendo as informações restritas ao círculo íntimo.
A morte de Thalita Tavares reacende discussões sobre a saúde dos profissionais da mídia, especialmente aqueles que, como ela, enfrentam longas jornadas e pressões diárias. No Tocantins, onde a oferta de empregos na área ainda é limitada, muitos jornalistas precisam se deslocar para outras regiões ou atuar em múltiplas funções para se manterem no mercado.
O caso também coloca em pauta a importância do apoio psicológico e médico para quem trabalha sob constante exposição, um tema que ganha relevância em um estado onde a mídia local muitas vezes funciona com equipes enxutas e recursos escassos.