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Palmas precisa de mais árvores nas ruas, dizem especialistas

Profissionais da área defendem expansão da cobertura vegetal na capital tocantinense para melhorar qualidade de vida

📝 Redação CCN05 de junho de 2026 às 21:31👁 1 leituras
Palmas precisa de mais árvores nas ruas, dizem especialistas

A cidade de Palmas enfrenta um debate crescente sobre a necessidade de ampliar a arborização em suas vias públicas. Especialistas da área apontam caminhos para transformar a paisagem urbana da capital tocantinense, inserindo mais verde nas ruas e avenidas que cortam os bairros da cidade.

O tema ganhou força em conversas entre urbanistas, arquitetos e profissionais ligados ao meio ambiente. Eles argumentam que a capital, planejada há pouco mais de três décadas, ainda carece de uma cobertura arbórea mais densa em muitas regiões, especialmente nas áreas centrais e em alguns setores periféricos.

O crescimento demográfico de Palmas trouxe expansão urbana acelerada. Essa dinâmica, porém, nem sempre acompanhou o plantio e a manutenção de árvores nas vias. Ruas do Setor Plano Centro, Taquaralto, Aureny e outros bairros convivem com poucos sombreamentos naturais durante o dia, um desconforto especialmente agudo nos períodos mais quentes do ano no Tocantins.

Os especialistas listam benefícios concretos que a vegetação urbana proporciona. Árvores reduzem a temperatura ambiente, diminuem a velocidade do escoamento de água em chuvas intensas, melhoram a qualidade do ar respirado pelos moradores e oferecem conforto térmico a pedestres e ciclistas. Para quem vive e trabalha em Palmas, esses ganhos representam economia em gastos com energia elétrica, menos impactos de alagamentos e saúde respiratória melhorada.

A questão também toca a segurança pública. Áreas bem arborizadas e mantidas tendem a receber mais circulação de pessoas e, consequentemente, maior sensação de segurança. O inverso ocorre em ruas vazias e sem vegetação, onde o isolamento visual cria espaços propícios para atividades criminosas.

Palmas já implementou iniciativas de plantio em passado recente, com ações da Prefeitura e de órgãos estaduais. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SEMUR) e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (SEMA) executaram projetos em diferentes períodos. Ainda assim, o ritmo de expansão arbórea não acompanha o crescimento da malha urbana.

O planejamento inicial da capital, concebido no final dos anos 1980, previa espaços verdes distribuídos em quadras e parques. Com o tempo, o adensamento populacional e a ocupação irregular modificaram essa configuração original. Hoje, discute-se como recuperar esse equilíbrio sem comprometer infraestruturas já instaladas, como redes de água, esgoto e energia elétrica que correm sob as ruas.

Os profissionais ouvidos sugerem priorizar espécies adaptadas ao clima tropical do Tocantins, que resistam ao calor intenso e consumam água de forma eficiente. Ipê, aroeira e outras nativas da região aparecem como opções viáveis. A manutenção dessas plantas também é essencial — sem poda adequada e irrigação nos primeiros meses, a taxa de mortalidade de mudas tende a ser alta.

A discussão sobre arborização urbana coincide com preocupações mais amplas sobre sustentabilidade e qualidade de vida em Palmas. A cidade, que foi pensada como um projeto moderno e ambientalmente consciente, agora revisa seus rumos para reencontrar esses objetivos iniciais.

Próximos passos envolvem a formulação de planos específicos de arborização por região da cidade. Prefeitura e governo estadual devem alinhar esforços para expandir e manter a cobertura vegetal, com investimento contínuo e políticas que protejam árvores já plantadas de danos e vandalismo.