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Pesquisa em Minas mostra potencial das PANC na agricultura

EPAMIG desenvolve projeto de incentivo ao cultivo de hortaliças pouco conhecidas no Campo das Vertentes.

📝 Redação CCN28 de maio de 2026 às 01:21👁 3 leituras
Pesquisa em Minas mostra potencial das PANC na agricultura

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) segue em frente com um projeto que promete trazer inovação para a mesa dos brasileiros. O foco? As chamadas PANC — Plantas Alimentícias Não Convencionais — hortaliças que fogem do convencional, mas que carregam grande potencial para pequenos e médios produtores rurais.

O projeto desenvolvido no Campo das Vertentes, região mineira, busca incentivar o cultivo dessas plantas ainda pouco exploradas no mercado nacional. Para o Tocantins, esse tipo de iniciativa chama a atenção, já que nosso estado também aposta em modelos alternativos de produção agrícola que tragam sustentabilidade e diversificação da renda no campo.

As PANC são hortaliças e plantas que têm valor nutricional comprovado, mas historicamente ficaram fora dos circuitos comerciais principais. Estamos falando de espécies ricas em vitaminas, minerais e propriedades benéficas à saúde que podem ser cultivadas com técnicas acessíveis e custo menor do que as culturas tradicionais. A pesquisa da EPAMIG busca validar essas potencialidades e orientar produtores sobre as melhores práticas de cultivo.

No Tocantins, onde a agricultura segue em expansão e busca novas alternativas econômicas, esse tipo de investigação científica é relevante. Muitos pequenos produtores enfrentam dificuldades com as commodities tradicionais e precisam de opções que ampliem seu leque de produtos. As PANC podem ser justamente essa porta de entrada para diversificação produtiva e agregação de valor.

A continuidade do projeto mineiro reflete um movimento mais amplo no Brasil de resgatar e valorizar conhecimentos sobre plantas alimentícias tradicionais. Com o avanço das pesquisas, espera-se que mais informações cheguem aos produtores tocantinenses interessados em explorar essa oportunidade. Afinal, inovação no campo não significa sempre reinventar a roda — às vezes, significa redescobrir o que sempre esteve ali.