Debate da FIETO encerra com promessas e cobranças ao eleitor
Último bloco do evento em Palmas reuniu candidatos com 90 segundos para fechar propostas em economia e saúde 27/09, FIETO e TV Jovem Record

O último bloco do debate organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) em parceria com a TV Jovem Record chegou ao fim na noite desta quinta-feira, 27, com os candidatos ao governo do estado tendo apenas um minuto e meio para deixar suas mensagens finais. O evento, que durou mais de duas horas, foi transmitido ao vivo para todo o Tocantins e colocou em pauta temas que afetam diretamente a rotina dos moradores, desde a geração de empregos até a segurança nas ruas.
A dinâmica do debate segulou a mesma dos encontros anteriores: cada postulante à cadeira do Palácio Araguaia teve a mesma quantidade de tempo para defender suas bandeiras. A economia, que já é o principal problema para quem vive em Palmas e no interior, dominou boa parte das falas. Os candidatos não pouparam críticas ao atual governo estadual, especialmente em relação à queda na arrecadação e ao aumento do desemprego nos últimos meses. A saúde, outro ponto sensível, também foi citada por todos, com promessas de mais investimentos em hospitais e unidades básicas, algo que soa familiar para quem depende do sistema público na capital ou em cidades como Gurupi e Porto Nacional.
Para quem acompanhou o debate, a sensação foi de que as promessas não saíram do lugar-comum. Um dos candidatos, por exemplo, falou em criar um programa de incentivo à indústria local para gerar mais vagas, enquanto outro destacou a necessidade de ampliar o atendimento na rede hospitalar. Mas o que mais chamou atenção foi a cobrança sobre a falta de obras estruturantes, como a duplicação da TO-050, que há anos é prometida para aliviar o trânsito entre Palmas e Paraíso do Tocantins. Na plateia, muitos torciam para que os candidatos fossem além do discurso e apresentassem soluções concretas para problemas que afetam o dia a dia.
O evento aconteceu no auditório da FIETO, no setor Bueno, em Palmas, e contou com a mediação de jornalistas da emissora. A plateia, formada por empresários, estudantes e representantes de sindicatos, teve a chance de interagir com os candidatos durante os blocos anteriores, mas no encerramento o tom foi outro: menos perguntas, mais promessas. A TV Jovem Record transmitiu o debate ao vivo, permitindo que quem estava em Araguaína, Gurupi ou até mesmo em Xambioá pudesse acompanhar as discussões.
Os números do debate já circulam nas redes sociais. Segundo a FIETO, mais de 15 mil pessoas acessaram a transmissão online, enquanto a audiência na TV fechou com 8 pontos no Ibope local. Para quem não pôde assistir, os trechos mais polêmicos devem ser editados e veiculados nos telejornais da emissora nos próximos dias. A expectativa agora é que os candidatos levem as propostas discutidas para as ruas, já que o primeiro turno das eleições está marcado para 6 de outubro.
O que fica claro é que, para o eleitor tocantinense, o debate não trouxe respostas definitivas, mas serviu como um termômetro do que pode vir pela frente. Em um estado onde o desemprego atinge 12% da população economicamente ativa, segundo dados do IBGE, e onde a saúde pública enfrenta filas intermináveis, as promessas soam como um alívio temporário. Resta saber se, após a eleição, os novos gestores vão transformar palavras em ações.
Os candidatos ainda têm até domingo para fechar suas campanhas com eventos de rua e propagandas na televisão. Enquanto isso, nas cidades do interior, a expectativa é que as discussões do debate sejam levadas para as comunidades, onde as demandas são ainda mais urgentes. Em Porto Nacional, por exemplo, a falta de um hospital regional adequado é um problema que não pode esperar. Em Gurupi, a segurança pública segue como uma das principais queixas da população. E em Palmas, a discussão sobre mobilidade urbana não pode mais ser adiada.
O próximo passo agora é aguardar os desdobramentos. A FIETO já anunciou que deve promover novos encontros com os candidatos eleitos após o pleito, para cobrar o cumprimento das metas apresentadas. Até lá, a população segue de olho, com a esperança de que as promessas não se transformem em mais um capítulo de frustração na história política do Tocantins.