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Ponte interditada no Tocantins será reconstruída após 18 anos

Dnit confirma que estrutura sobre o Rio Tocantins, entre Pedro Afonso e Tupirama, não oferece segurança e precisa ser totalmente refeita

📝 Redação CCN21 de julho de 2026 às 17:56👁 1 leituras
Ponte interditada no Tocantins será reconstruída após 18 anos

A ponte sobre o Rio Tocantins na BR-235, que liga Pedro Afonso a Tupirama, não resistiu ao tempo. Depois de 18 anos de uso intenso, a estrutura de R$ 92 milhões está interditada desde maio e agora o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou: não há conserto. A decisão veio após laudos técnicos mostrarem danos irreversíveis, que tornam a travessia perigosa para veículos de qualquer porte.

A notícia afeta diretamente quem depende da ponte todos os dias. Produtores rurais da região, caminhoneiros que transportam grãos para o Porto de Itaqui no Maranhão e moradores que cruzam o Rio Tocantins para trabalhar ou estudar agora precisam buscar rotas alternativas. A interdição já atrapalha o escoamento da safra de soja e milho, que neste período do ano costuma lotar os caminhões na BR-235. Em Pedro Afonso, um dos principais polos agrícolas do Tocantins, a situação preocupa os sindicatos de trabalhadores e os prefeitos da região.

O Dnit informou que a reconstrução será necessária porque a estrutura atual não suporta mais nem mesmo o peso de veículos leves. Os laudos técnicos, feitos por engenheiros especializados, detectaram corrosão avançada nas vigas e pilares, além de fissuras que comprometem a estabilidade. A ponte, inaugurada em 2006 com investimento federal, foi projetada para durar décadas, mas a falta de manutenção periódica acelerou o desgaste. Agora, o órgão estuda os próximos passos para licitar a obra, que deve consumir novamente recursos da União.

Para quem circula pela região, a notícia não chega como surpresa. Motoristas já reclamavam há anos do barulho excessivo ao passar pela estrutura e da sensação de insegurança, especialmente em dias de chuva. Em Tupirama, o prefeito local, José Wilson de Oliveira, disse que a prefeitura já foi notificada sobre a interdição e que está articulando com o Dnit para minimizar os transtornos. "A ponte é vital para nós. Sem ela, o acesso a hospitais, escolas e até ao comércio fica prejudicado", afirmou.

A reconstrução deve demorar pelo menos dois anos, segundo estimativas preliminares do Dnit. Enquanto isso, o tráfego de cargas pesadas foi desviado para a ponte da BR-153, que fica a cerca de 50 quilômetros de distância. O problema, porém, é que essa alternativa aumenta em pelo menos uma hora o tempo de viagem, o que encarece o frete e afeta a competitividade dos produtores tocantinenses no mercado nacional.

O Dnit garante que a nova ponte será construída com materiais mais resistentes e técnicas modernas, mas ainda não há previsão de quando o edital será lançado. A obra deve gerar centenas de empregos temporários na região, uma notícia que alivia parte da população local, acostumada a ver projetos federais demorarem anos para sair do papel. Enquanto isso, a população segue na expectativa, torcendo para que a reconstrução não se arraste como tantas outras no Tocantins.