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Casal abandona vida urbana para viver na praia em São Paulo

Empresário e sushiman Pacífico Medeiros, 36 anos, e a esposa Iraiby Joicy, 37, se mudam com três filhos para Bertioga após 19 anos em Goiás

📝 Redação CCN30 de agosto de 2026 às 18:42👁 13 leituras
Casal abandona vida urbana para viver na praia em São Paulo

O empresário e sushiman Pacífico Medeiros, de 36 anos, e a esposa, a assistente social Iraiby Joicy, de 37, decidiram fechar as portas de um restaurante japonês que mantinham há nove anos em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. A mudança não foi apenas de endereço, mas de estilo de vida: o casal, juntos há quase duas décadas, optou por se mudar para Bertioga, no litoral paulista, com os três filhos, todos meninos, de 17, 12 e 11 anos.

A decisão veio após um processo de reflexão que durou meses. Pacífico, que abriu o restaurante em 2015, sentiu que a rotina exaustiva de gerenciar um negócio próprio já não fazia mais sentido para ele. "A gente percebeu que o tempo que a gente passava longe de casa, longe dos filhos, não compensava mais", contou o empresário. A esposa, Iraiby, apoiou a ideia desde o início. "Ela sempre quis viver perto do mar, e eu também. Depois que os meninos cresceram, a gente resolveu que era a hora", completou. A família já está em Bertioga há duas semanas, adaptando-se à nova rotina em um imóvel alugado à beira da praia.

A mudança não foi simples. Pacífico precisou vender o restaurante e negociar a saída do aluguel do espaço comercial em Rio Verde, além de organizar a transferência dos três filhos para escolas na nova cidade. Os dois mais novos, de 12 e 11 anos, já estão matriculados em uma escola próxima à casa nova. O filho mais velho, de 17, deve se juntar a eles assim que terminar o ano letivo em Goiás. "A gente não quer que eles sofram com a transição. Por isso, a mudança está sendo gradual", explicou Iraiby. O casal também levou consigo dois funcionários do restaurante, que agora trabalham em um novo estabelecimento que pretendem abrir na região litorânea.

O restaurante japonês em Rio Verde funcionava como um dos principais pontos de referência da culinária oriental na cidade. Com capacidade para 50 clientes, o espaço era frequentado por moradores e viajantes, especialmente durante os finais de semana. Pacífico calcula que, nos últimos quatro anos, o movimento dobrou, mas o cansaço pessoal e a vontade de uma vida mais tranquila pesaram mais do que os números. "A gente não fechou as portas por falta de movimento. Fechamos porque a gente não aguentava mais aquela correria", afirmou. A família não revelou quanto tempo pretende ficar em Bertioga, mas deixou claro que a intenção é permanecer por pelo menos cinco anos, tempo suficiente para os filhos terminarem o ensino médio.

A decisão do casal chamou a atenção de vizinhos e conhecidos em Rio Verde, muitos dos quais não entenderam a escolha. "Tinha gente que achava que a gente estava louco, que a gente ia se arrepender em poucos meses", disse Pacífico. No entanto, ele garante que a família está mais feliz do que nunca. "A gente acordou hoje com o barulho das ondas. Não tem preço", declarou. A mudança também trouxe um novo projeto profissional: o casal planeja abrir um pequeno negócio de alimentação na praia, talvez um food truck ou uma lanchonete, para complementar a renda enquanto aproveitam a nova vida.

A adaptação à cidade litorânea ainda está em andamento. Bertioga, com seus 50 quilômetros de praias, oferece um ritmo de vida completamente diferente do interior de Goiás. A família já descobriu que o custo de vida na região é mais alto, mas Pacífico acredita que o investimento vale a pena. "A gente vendeu tudo o que tinha lá e usou o dinheiro para começar aqui. Não é fácil, mas a gente está confiante", afirmou. Os filhos, segundo os pais, estão se adaptando bem, embora o mais novo ainda sinta falta dos amigos e da escola antiga. "Eles estão felizes, mas a gente sabe que vai demorar um pouco para eles se sentirem totalmente em casa", disse Iraiby.

O casal não descarta a possibilidade de voltar a Goiás no futuro, mas por enquanto, a prioridade é viver essa nova fase. "A gente não sabe quanto tempo vai durar, mas a gente quer aproveitar cada momento. Se der certo, a gente fica. Se não der, a gente volta, mas sem arrependimentos", concluiu Pacífico. Enquanto isso, a família segue explorando as praias de Bertioga, descobrindo novos lugares e se acostumando com o ritmo lento do litoral.

A história do casal serve de inspiração para outros que, como eles, buscam um estilo de vida diferente. Em tempos de rotina acelerada e cobranças constantes, a decisão de Pacífico e Iraiby mostra que, às vezes, é preciso dar um passo para trás para encontrar a felicidade. A pergunta que fica é: quantos outros ainda não tiveram coragem de fazer o mesmo?