Eleições 2026: entenda o que é crime eleitoral no Tocantins
Saiba quais condutas podem comprometer a disputa eleitoral e como são investigadas as irregularidades no estado

Com a aproximação das eleições de 2026, é fundamental que eleitores e candidatos do Tocantins estejam atentos às regras que regem o processo eleitoral. Condutas consideradas ilícitas podem comprometer a disputa e resultar em penalidades severas. A Justiça Eleitoral tem intensificado a fiscalização para garantir a lisura do pleito, especialmente em cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi, onde a movimentação política é mais intensa.
Entre as práticas que configuram crime eleitoral estão a compra de votos, a propaganda irregular e o uso indevido de recursos públicos. Em anos anteriores, casos como esses foram registrados em várias regiões do estado, incluindo o Bico do Papagaio e Porto Nacional. A investigação dessas irregularidades é conduzida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pela Polícia Federal, que atuam em conjunto para apurar denúncias e punir os responsáveis.
As penalidades para quem comete crimes eleitorais variam de multas a cassação de registro ou diploma, além de possível inelegibilidade. Em 2022, por exemplo, candidatos em Paraíso do Tocantins e Tocantinópolis enfrentaram problemas por descumprimento das normas. Para evitar situações como essas, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) tem promovido campanhas de conscientização, orientando a população sobre o que é permitido durante o período eleitoral.
No dia a dia do tocantinense, é comum ver carros de som, panfletos e comícios, mas é preciso saber até onde vai a liberdade de expressão. A propaganda antecipada, por exemplo, é proibida e pode gerar multas. Além disso, a distribuição de brindes ou benefícios em troca de votos é crime e deve ser denunciada. O MPE disponibiliza canais como o aplicativo Pardal para que os cidadãos relatem irregularidades de forma anônima.
Outro ponto importante é o uso das redes sociais, que têm se tornado um campo fértil para fake news e ataques caluniosos. Em 2020, casos em Palmas e Araguaína ganharam destaque por envolverem difamação de candidatos na internet. A Justiça Eleitoral tem se mostrado rigorosa nesse aspecto, determinando a remoção de conteúdo e aplicando sanções aos responsáveis.
Para os candidatos, é essencial seguir à risca o calendário eleitoral e as normas de financiamento de campanha. A prestação de contas deve ser transparente, e qualquer irregularidade pode levar à impugnação da candidatura. Em 2018, um candidato em Gurupi teve a candidatura indeferida por problemas na declaração de bens. Já para os eleitores, a recomendação é ficar atento a promessas exageradas e denunciar qualquer suspeita de ilegalidade.
Os próximos meses serão decisivos para a preparação das eleições no Tocantins. O TRE-TO já começou a realizar reuniões com partidos e autoridades para alinhar as regras e garantir um pleito justo. A expectativa é que, com a conscientização de todos, o processo eleitoral de 2026 seja marcado pela ética e pela transparência, fortalecendo a democracia no estado.