AO VIVO
Tocantins

Eduardo Gomes propõe critério de obras para eleições de 2026 no Tocantins

Deputado estadual sugere que entregas de mandatos sejam avaliadas pelos eleitores em 2026 tocantins eleições 2026 Eduardo Gomes

📝 Redação CCN25 de junho de 2026 às 21:31👁 4 leituras

O deputado estadual Eduardo Gomes (PL) colocou na pauta da política tocantinense uma proposta que pode mudar a forma como os eleitores escolhem seus representantes em 2026. Em vez de analisar apenas promessas de campanha, ele defende que o histórico de entregas dos parlamentares — obras, projetos e serviços concretizados — seja o principal critério de avaliação nas urnas. A ideia, apresentada nesta semana, chega em um momento em que a população cobra mais transparência e resultados práticos dos políticos, especialmente em um estado como o Tocantins, onde obras e serviços públicos muitas vezes definem a qualidade de vida das pessoas.

A discussão não é nova, mas ganha força agora porque 2026 está mais perto do que nunca. Eduardo Gomes, que já foi prefeito de Gurupi e tem trajetória política marcada por obras de infraestrutura, argumenta que o eleitor merece mais do que discursos. "As pessoas estão cansadas de promessas vazias. Querem ver o que foi feito, como foi feito e para quem foi feito", afirmou o deputado em entrevista ao *Atitude Tocantins*. Segundo ele, a proposta não é apenas uma crítica ao atual modelo, mas uma tentativa de aproximar a política da realidade das ruas. Em cidades como Palmas, onde obras como a duplicação da TO-050 e a reforma de escolas são pauta constante, a cobrança por resultados é ainda mais intensa.

O que isso significa na prática para quem vive no Tocantins? Primeiro, uma cobrança maior por parte da sociedade sobre os gestores públicos. Se os parlamentares souberem que suas chances de reeleição dependem diretamente de obras entregues ou serviços concluídos, a pressão por resultados deve aumentar. Em um estado onde a saúde, a educação e a segurança pública ainda enfrentam desafios — como a falta de leitos em hospitais regionais ou a manutenção de estradas em municípios como Araguaína e Porto Nacional —, obras concretas podem fazer a diferença na vida das pessoas. "O eleitor não quer saber de teoria, quer ver a ponte que foi construída, a escola que foi reformada ou o posto de saúde que foi inaugurado", reforçou Gomes.

A proposta também coloca em xeque a forma como os partidos avaliam seus candidatos. Se o critério de entrega passar a valer, os diretórios regionais terão que repensar suas estratégias, priorizando nomes com histórico comprovado de realizações. Em um cenário político como o do Tocantins, onde alianças partidárias muitas vezes pesam mais do que os resultados, a mudança pode ser significativa. Deputados como Eduardo Gomes, que têm trajetória ligada a obras e gestão, podem sair na frente, enquanto outros, acostumados a viver de promessas, terão que se adaptar.

Outro ponto que a proposta levanta é a transparência. Para que o eleitor possa avaliar as entregas, os dados precisam estar acessíveis. Isso inclui não só obras de grande porte, como a pavimentação de rodovias estaduais, mas também serviços menores, como a reforma de creches em bairros de Palmas ou a manutenção de praças em municípios do interior. "A população precisa ter acesso fácil a essas informações. Não adianta fazer uma obra e esconder os números", destacou o deputado. A ideia, segundo ele, é que plataformas digitais — como o Portal da Transparência do Estado — sejam atualizadas em tempo real, permitindo que qualquer cidadão acompanhe o andamento dos projetos.

A reação da classe política ainda não é unânime. Enquanto alguns parlamentares apoiam a proposta, outros veem com ceticismo, argumentando que a política não pode ser reduzida apenas a obras. "Há projetos que não são visíveis, mas são essenciais, como leis que beneficiam a agricultura familiar ou programas de incentivo ao empreendedorismo", rebateu um vereador de Palmas que preferiu não se identificar. No entanto, Eduardo Gomes não recua: "Claro que existem outras frentes de atuação, mas obras e serviços são tangíveis. As pessoas entendem melhor quando veem o concreto, literalmente".

O próximo passo da proposta é ser discutida em comissões da Assembleia Legislativa do Tocantins. Se aprovada, ela poderia ser incorporada ao código eleitoral estadual, servindo como um novo parâmetro para as eleições de 2026. Para os eleitores, resta acompanhar de perto: em um ano de eleições municipais, a discussão já acende um alerta sobre o que esperar dos candidatos nos próximos pleitos. Afinal, em um estado onde a infraestrutura ainda é um dos principais desafios, obras não são apenas números — são promessas que viram realidade.