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Eclipse lunar parcial ilumina céu brasileiro na madrugada de sexta

Moradores de todo o país poderão observar fenômeno de 96,2% de cobertura lunar na noite de 27 para 28 de outubro; São Luís oferece observação com telescópios

📝 Redação CCN26 de agosto de 2026 às 21:28👁 2 leituras
Eclipse lunar parcial ilumina céu brasileiro na madrugada de sexta

Na noite de quinta-feira (27) para sexta-feira (28), os céus brasileiros serão palco de um espetáculo astronômico raro: um eclipse lunar parcial que cobrirá 96,2% da superfície da Lua. O fenômeno será visível em todo o território nacional, oferecendo um show gratuito para quem quiser acompanhar. Em São Luís, a Universidade Federal e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente se uniram para transformar a ocasião em uma experiência de divulgação científica.

O eclipse começará por volta das 23h14 da quinta-feira, quando a Lua ingressará na penumbra da Terra, mas o momento mais marcante ocorrerá após a meia-noite. Às 0h35 de sexta-feira, a sombra terrestre começará a encobrir o satélite natural, atingindo o pico por volta de 2h14, quando 96,2% do disco lunar estará obscurecido. O processo se reverte lentamente, com a Lua voltando a brilhar integralmente por volta das 3h52. Durante quase três horas, quem olhar para o céu poderá testemunhar a dança entre a Terra, a Lua e o Sol, um fenômeno que não exige equipamentos sofisticados para ser apreciado — apenas um céu limpo e disposição para ficar acordado.

Para quem busca uma experiência mais interativa, a programação especial em São Luís promete facilitar o acesso ao espetáculo. No Mirante da Litorânea, telescópios serão disponibilizados ao público, permitindo uma visão ampliada da Lua durante o eclipse. Além disso, monitores estarão presentes para explicar detalhes do fenômeno, desde a mecânica celeste até curiosidades sobre a superfície lunar. A iniciativa é uma oportunidade para aproximar a ciência do cotidiano, especialmente para estudantes e famílias que raramente têm contato com observações astronômicas.

Astrônomos amadores e profissionais já preparam seus equipamentos para registrar o evento, que promete ser um dos mais impressionantes do ano. Diferente de um eclipse total, onde a Lua assume tons avermelhados dramáticos, neste caso a cobertura será parcial, mas ainda assim capaz de criar um contraste visual marcante. A coloração avermelhada típica dos eclipses lunares — conhecida como "Lua de Sangue" — pode aparecer mesmo em eclipses parciais, dependendo das condições atmosféricas. Especialistas recomendam que os observadores procurem locais com pouca poluição luminosa para uma melhor experiência.

A última vez que um eclipse lunar parcial com essa magnitude ocorreu no Brasil foi em novembro de 2021, quando 97% da Lua foi obscurecida. Antes disso, fenômenos semelhantes foram registrados em 2019 e 2018. A regularidade desses eventos — que acontecem pelo menos duas vezes por ano, embora nem sempre sejam visíveis em todas as regiões — reforça a importância de aproveitar cada oportunidade para observar o céu. Para os entusiastas, a próxima grande atração será um eclipse total em março de 2025, visível em grande parte do país.

Quem não puder comparecer à programação de São Luís ou preferir observar sozinho terá alternativas simples. Basta encontrar um local aberto, longe de luzes artificiais, e olhar para o céu na direção leste após a meia-noite. Não há necessidade de proteção ocular, ao contrário dos eclipses solares. A Lua estará alta o suficiente para ser vista mesmo em áreas urbanas, embora a poluição luminosa possa reduzir a nitidez das cores. Para os que desejam registrar o momento, câmeras com modo noturno ou telescópios caseiros são boas opções.

A equipe do Laboratório Ilha da Ciência, vinculado à Universidade Federal, destacou que eventos como este são fundamentais para despertar o interesse pela astronomia. "A Lua é um dos corpos celestes mais acessíveis para observação, e fenômenos como este mostram como a ciência está ao alcance de todos", afirmou um dos coordenadores do projeto. A parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente reforça o compromisso de levar a ciência para além dos laboratórios, transformando a cidade em um palco de aprendizado ao ar livre.

Enquanto o eclipse se desenrola, redes sociais devem se encher de imagens e relatos de quem acompanha o fenômeno. Plataformas como o Instagram e o Twitter costumam viralizar com fotos do evento, criando uma conexão global entre observadores. Para quem perder a ocasião, não há motivo para desânimo: eclipses lunares são previsíveis e ocorrem com relativa frequência. A próxima oportunidade para ver um eclipse parcial no Brasil será em setembro de 2024, embora com menor cobertura.

O céu noturno reserva sempre surpresas, e este eclipse parcial é mais uma prova de que a astronomia não é apenas para cientistas. É um convite aberto para que qualquer pessoa pause por alguns minutos, olhe para cima e se maravilhe com a mecânica do universo. Seja com telescópios ou a olho nu, o espetáculo está garantido — desde que as nuvens não atrapalhem.