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Motorista espera há um ano por indenização de R$ 131 milhões no TO

Antônio Pereira do Nascimento, de Araguaína, entrou com ação contra o Bradesco após erro bancário em 2023

📝 Redação CCN18 de junho de 2026 às 12:30👁 2 leituras
Motorista espera há um ano por indenização de R$ 131 milhões no TO

Em Araguaína, no norte do Tocantins, o motorista Antônio Pereira do Nascimento vive um limbo jurídico há mais de um ano. Em maio de 2023, ele recebeu por engano R$ 131 milhões em sua conta do Bradesco, um valor que transformou sua vida em um único dia. Desde então, o caso se arrasta na Justiça, com o processo parado desde 2024 após a dispensa das testemunhas. Agora, a espera é pela definição do julgamento, que pode definir se ele terá direito a indenização por danos morais.

O erro aconteceu quando o banco transferiu o dinheiro por engano, creditando a quantia na conta de Nascimento em vez de outro cliente. O motorista, que na época trabalhava como motorista de aplicativo, não tocou no valor e procurou a Justiça para regularizar a situação. Em sua defesa, ele pediu não apenas a devolução do dinheiro, mas também uma indenização por danos morais, alegando que o episódio trouxe transtornos e exposição desnecessária. O Bradesco, por sua vez, já devolveu o valor ao cliente correto, mas a Justiça ainda precisa decidir se Nascimento tem direito a ser compensado pelo ocorrido.

Para quem vive em Araguaína ou em qualquer cidade do Tocantins, o caso levanta questões sobre a segurança dos sistemas bancários e os direitos dos cidadãos em situações como essa. Em uma região onde o acesso a serviços financeiros é cada vez mais digital, erros como esse podem acontecer, mas as consequências jurídicas e financeiras recaem sobre quem menos tem condições de arcar com prejuízos. O processo, que já dura mais de um ano, mostra como a Justiça pode ser lenta mesmo em casos que envolvem valores milionários e erros bancários evidentes.

Segundo documentos do processo, o motorista entrou com a ação em junho de 2023, pouco depois do erro. O Bradesco devolveu o dinheiro ao cliente correto em questão de dias, mas a Justiça ainda não definiu se Nascimento será indenizado. Os advogados dele argumentam que o episódio causou danos morais, já que ele foi alvo de especulações e até de abordagens de terceiros interessados no dinheiro. A defesa do banco, por outro lado, sustenta que o erro foi corrigido rapidamente e que não há motivo para indenização.

O caso está parado desde 2024, quando o juiz dispensou as testemunhas após analisar os depoimentos já colhidos. Agora, a próxima etapa é a decisão do magistrado sobre o mérito da ação. Enquanto isso, Nascimento segue na expectativa, sem saber se receberá a indenização ou se o processo será arquivado. Para quem acompanha o caso, a demora da Justiça é mais um exemplo de como a morosidade judicial afeta a vida das pessoas, especialmente em situações que fogem do controle delas.

O Bradesco, por meio de sua assessoria, afirmou que o erro foi corrigido assim que identificado e que não há responsabilidade adicional no episódio. Já a defesa de Nascimento mantém que o dano moral é evidente, dada a repercussão do caso. Enquanto a Justiça não se pronuncia, o motorista de Araguaína segue aguardando uma resposta que pode mudar sua vida — ou não.