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Morte em chamas reacende caso de crime brutal em Araguaína

Incêndio mata padrasto condenado por homicídio de enteada em 2009; Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte na região norte do estado

📝 Redação CCN05 de junho de 2026 às 21:31👁 1 leituras
Morte em chamas reacende caso de crime brutal em Araguaína

Um incêndio em Araguaína matou Ivano Vaz Cunha na última semana. O homem estava cumprindo pena em regime semiaberto pela morte de Layla Athyla Maranhão, sua enteada, crime que chocou a região norte tocantinense em 2009.

A morte violenta de Layla marcou profundamente quem trabalhou no caso. Ivano foi condenado por estupro, asfixia e queimação da jovem. Silneyr Deófanes de Castro, delegado aposentado que liderou as investigações originais, nunca esqueceu os detalhes daquela apuração. "Em toda minha carreira policial", relatou ele em entrevista recente, referindo-se à brutalidade do crime que investigou há mais de uma década.

A Polícia Civil de Tocantins agora tenta esclarecer como Ivano morreu carbonizado. O delegado que o condenou outrora descreve o caso de 2009 com palavras que revelam o impacto emocional que o crime deixou nos investigadores. A crueldade envolvida no assassinato da enteada permanece viva na memória de quem trabalhou para levar o acusado à justiça.

Araguaína, segunda maior cidade do Tocantins e polo da região norte, conhece bem os casos que marcam a segurança pública estadual. Este, em particular, combinou crimes graves—estupro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver pela queimação. A condenação de Ivano representou uma vitória da investigação criminal tocantinense, mas também deixou cicatrizes.

O regime semiaberto no qual Ivano cumpria pena permitia que ele saísse para trabalhar durante o dia e retornasse à noite. Exatamente como o incêndio teve início e se desenvolveu até sua morte permanece em investigação pelas autoridades locais. A Polícia Civil segue colhendo informações sobre as circunstâncias do sinistro.

Para os profissionais de segurança pública do Tocantins que atuaram no caso original, a morte de Ivano resgata memórias de uma investigação que testou os limites da resistência emocional de quem trabalha na apuração de crimes contra a vida. Silneyr Deófanes de Castro, hoje aposentado, revê seu arquivo mental sobre aquele período.

A Capital da Notícia acompanha os desdobramentos das investigações sobre a morte de Ivano Vaz Cunha. A Polícia Civil de Tocantins e as autoridades de Araguaína trabalham para esclarecer se houve negligência, acidente ou envolimento de terceiros na morte do condenado. Próximas semanas podem trazer novos detalhes sobre o incêndio que interrompeu a pena que ainda restava cumprir.