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Ex-banqueiro depoente por 4 horas em inquérito da PF no DF

Daniel Vorcaro, preso na Papudinha, foi ouvido por videoconferência na sexta-feira 28 sobre investigação que envolve ex-servidores do Banco Central

📝 Redação CCN29 de agosto de 2026 às 10:17👁 4 leituras
Ex-banqueiro depoente por 4 horas em inquérito da PF no DF

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou quatro horas em depoimento à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 28 de junho, em Brasília. A sessão ocorreu por videoconferência, com o investigado detido no presídio Papudinha, no Distrito Federal. O interrogatório integra um inquérito que apura a conduta de dois ex-servidores do Banco Central, cujos nomes não foram divulgados pela PF.

O caso Master, como é conhecido, ganhou repercussão nacional após denúncias de irregularidades em operações financeiras envolvendo instituições bancárias e servidores públicos. A investigação busca esclarecer possíveis desvios de conduta e prejuízos ao sistema financeiro, segundo informações obtidas junto à PF. Vorcaro, que já atuou no mercado financeiro, foi alvo de mandado de prisão preventiva e permanece detido desde então.

Para quem acompanha os desdobramentos do caso, a audiência de sexta-feira reforça o ritmo acelerado das investigações. Autoridades do Banco Central e da PF não comentaram publicamente os detalhes do depoimento, mas fontes internas indicam que o foco está em apurar a participação de servidores públicos em transações suspeitas. A prisão de Vorcaro, em março deste ano, já havia chamado atenção pela magnitude do caso, que envolve cifras milionárias e possíveis danos ao erário.

O inquérito corre em sigilo, mas a PF já havia tornado público que investiga dois ex-servidores do Banco Central por suspeita de facilitar operações irregulares. A atuação desses servidores, segundo apurações preliminares, teria permitido a realização de transações atípicas em instituições financeiras, o que pode ter gerado prejuízos ao sistema. A PF não divulgou valores ou nomes das instituições envolvidas, mas o caso Master é acompanhado de perto por órgãos de controle e pelo Ministério Público Federal.

A audiência de sexta-feira não trouxe novidades sobre o andamento do processo, mas serviu para reforçar a estratégia da PF de ouvir os principais envolvidos antes de apresentar denúncias formais. Vorcaro, que já foi banqueiro, agora tem a chance de apresentar sua versão dos fatos, embora sua prisão preventiva indique que as autoridades consideram os riscos de obstrução à justiça ou de fuga como altos.

A PF informou que o depoimento foi conduzido por uma equipe especializada, com a participação de delegados e peritos. Não houve transmissão ao vivo ou divulgação de trechos do depoimento, mantendo o sigilo necessário para as investigações. A expectativa é que, nos próximos dias, a PF conclua a fase de coleta de provas e decida pelo indiciamento ou não dos envolvidos.

O caso Master já movimentou o noticiário nacional, mas no Tocantins, onde a população acompanha com atenção os desdobramentos de operações que envolvem instituições financeiras, a notícia reforça a importância da fiscalização do sistema bancário. Autoridades locais, como a Secretaria da Fazenda do Tocantins e o Banco do Brasil agência Palmas, não se pronunciaram sobre o caso, mas o tema deve ganhar espaço em discussões sobre regulação e transparência no setor.

Enquanto isso, a PF segue com as investigações, e a próxima etapa deve incluir novos depoimentos e análise de documentos. A prisão de Vorcaro e a audiência de sexta-feira mostram que o caso ainda tem fôlego, com desdobramentos que podem afetar não só o mercado financeiro, mas também a confiança do público em instituições públicas e privadas.

Ainda não há previsão para o término das investigações, mas a PF já sinalizou que deve apresentar um relatório conclusivo em breve. Até lá, o sigilo permanece, e os envolvidos seguem sob análise. Para a população tocantinense, a notícia serve como lembrete da importância da fiscalização constante sobre operações financeiras e da atuação de órgãos como a PF e o Banco Central na defesa do erário.