Alunos de escola em Palmas lançam livro escrito à mão
Crianças da Escola Municipal Aurélio Buarque de Holanda reuniram ciência, receitas e experimentos em obra produzida em Palmas
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Crianças da Escola Municipal Aurélio Buarque de Holanda, em Palmas, lançaram um livro escrito à mão que mistura ciência, receitas e experimentos. A obra foi produzida por alunos do 3º ano da unidade e nasceu do projeto “As Cientistas da Cozinha: do laboratório para o prato, a ciência que nutre e transforma”.
O trabalho começou com pesquisas sobre mulheres cientistas e avançou até a criação de uma coletânea com 20 receitas. Cada etapa passou pelas mãos dos estudantes, da busca por informações à escrita final. O material também reúne explicações sobre fenômenos químicos e físicos observados durante o preparo dos pratos, o que aproxima a sala de aula de atividades práticas e do cotidiano das crianças.
A proposta chamou atenção porque junta leitura, escrita e experimentação no mesmo processo. Em uma escola pública de Palmas, isso abre espaço para um tipo de aprendizado que conversa diretamente com a realidade de muitas famílias tocantinenses, que lidam com a cozinha como ambiente de descoberta, rotina e partilha. O livro transforma esse cenário em conteúdo pedagógico, sem perder o vínculo com o trabalho escolar.
A professora Valéria Alves Vieira, responsável pelo projeto, disse que os alunos participaram de todas as etapas da produção do livro, desde as pesquisas até a escrita das receitas. O relato da docente reforça que a obra não foi montada apenas como atividade de apoio, mas como resultado de um processo coletivo dentro da turma. É um ponto que ajuda a entender o valor pedagógico da iniciativa e o envolvimento direto das crianças.
Além das receitas, o livro traz biografias de mulheres cientistas, o que amplia o alcance do projeto e coloca referências femininas no centro da aprendizagem. Para a rede municipal, a experiência também mostra como a escola pode ir além do conteúdo tradicional e trabalhar temas de ciência de forma acessível, sem afastar o estudante da prática nem do universo que ele reconhece em casa.
Na rotina de Palmas, uma proposta como essa conversa com a formação básica, com a valorização da leitura e com o estímulo à curiosidade desde cedo. Em um estado que depende tanto da educação pública para abrir caminhos, iniciativas assim ganham peso porque aproximam o aprendizado de situações concretas e ajudam a escola a ocupar um espaço mais vivo no dia a dia das famílias.
A expectativa agora é que a experiência sirva de referência para outras turmas e unidades da rede, já que o projeto mostrou uma forma simples e criativa de unir ensino, pesquisa e produção textual. O livro, escrito à mão pelos próprios alunos, fica como registro desse percurso e como ponto de partida para novas atividades em sala.