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Credores mantêm afastamento e mudam gestão do Grupo Safras

Assembleia de credores decide, na última sexta (11/9), manter fundadores afastados e substituir interventor; Tauá Partners assume administração interina

📝 Redação CCN13 de setembro de 2026 às 13:00👁 5 leituras
Credores mantêm afastamento e mudam gestão do Grupo Safras

A Assembleia Geral de Credores do Grupo Safras se reuniu na sexta‑feira, 11 de setembro, e decidiu que os fundadores Pedro de Moraes Filho e Dilceu Rossato continuam afastados, ao mesmo tempo em que rejeitou a permanência de Emmanoel Alexandre de Oliveira como interventor. A Tauá Partners foi escolhida para conduzir a gestão temporária da empresa.

A votação ocorreu após meses de negociações acirradas entre os credores e os representantes do conglomerado. O Grupo Safras, que tem forte presença no segmento de agroindústria e logística no interior do estado, viu seu fluxo de caixa comprometido por uma série de dívidas acumuladas. O afastamento dos fundadores já era medida cautelar adotada para impedir interferências na reestruturação. A proposta de manutenção de Oliveira como interventor havia sido apresentada pela própria diretoria, mas não encontrou apoio suficiente entre os credores, que temiam conflitos de interesse.

Para os trabalhadores da região Norte de Palmas e das cidades vizinhas, a mudança na administração traz alívio imediato. Muitas famílias dependem de empregos diretos nas fábricas e de contratos com fornecedores locais. A presença da Tauá Partners, empresa de consultoria financeira reconhecida no estado, indica que os pagamentos de salários e fornecedores poderão ser regularizados mais rapidamente. Além disso, a decisão abre espaço para que novos planos de investimento em infraestrutura rural sejam revistos, o que pode repercutir nos projetos de irrigação e armazenagem de grãos que movimentam a economia do Tocantins.

A ata da reunião registra que a maioria dos credores votou a favor da manutenção do afastamento cautelar e da substituição do interventor. Não foram divulgados números exatos sobre o montante de dívida, mas fontes próximas ao processo afirmam que o débito supera R$ 500 milhões. "A prioridade agora é estabilizar o fluxo financeiro e garantir que as obrigações com trabalhadores e fornecedores sejam cumpridas", comentou um dos representantes da Tauá Partners, que preferiu não se identificar.

Com a Tauá Partners à frente, a administração interina terá um prazo ainda a ser definido para apresentar um plano de recuperação. A próxima assembleia de credores deve ocorrer nos próximos meses, quando serão avaliados os resultados da gestão temporária e discutidas eventuais propostas de venda ou fusão. Enquanto isso, a empresa permanece sob vigilância dos órgãos reguladores estaduais, que acompanharão de perto a execução das medidas acordadas.