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Corretor morre durante exercício em academia de Aparecida de Goiânia

Cléber Luiz Thomaz de Aquino, 42 anos, teve mal súbito na noite de quarta-feira (14) enquanto fazia esteira

📝 Redação CCN15 de julho de 2026 às 17:15👁 7 leituras
Corretor morre durante exercício em academia de Aparecida de Goiânia

Cléber Luiz Thomaz de Aquino, corretor de imóveis de 42 anos, morreu na noite de quarta-feira (14) enquanto fazia esteira em uma academia de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. O homem, que morava na cidade goiana, sentiu-se mal durante o exercício e não resistiu. A notícia chocou moradores da região e levantou discussões sobre os riscos dos treinos sem acompanhamento adequado.

A tragédia aconteceu por volta das 20h30, horário em que a academia já havia fechado para o público. Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Goiás, quando os socorristas chegaram ao local, Cléber já não apresentava sinais vitais. A equipe tentou reanimá-lo, mas não obteve sucesso. O laudo preliminar aponta que a causa da morte foi um mal súbito, possivelmente um infarto ou parada cardiorrespiratória, condições que podem ser agravadas por esforços físicos intensos sem preparo prévio.

O caso expõe um alerta que especialistas da área de saúde já repetem há anos: a importância de avaliações médicas antes de iniciar atividades físicas, principalmente para pessoas com histórico de doenças cardiovasculares ou que não praticam exercícios regularmente. Cléber, segundo relatos de conhecidos, não tinha o hábito de frequentar academias com frequência, o que pode ter contribuído para o desfecho trágico. A academia onde o incidente ocorreu emitiu nota lamentando o ocorrido e solidarizando-se com a família do corretor. "Estamos profundamente abalados com a perda e oferecemos todo o apoio necessário aos familiares", afirmou a direção do estabelecimento.

Para quem vive em Goiás ou no Tocantins, a história serve como um lembrete sobre os cuidados com a saúde. Em Palmas, por exemplo, academias costumam lotar nos primeiros meses do ano, quando as pessoas retomam as promessas de ano novo. Muitos, no entanto, ignoram exames básicos ou orientações de profissionais antes de começar a malhar. O caso de Cléber não é isolado: em 2023, pelo menos três mortes semelhantes foram registradas em academias de Goiás, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. A maioria delas envolvia pessoas sem acompanhamento médico ou que exageraram na intensidade dos exercícios.

A família de Cléber, que mora em Aparecida de Goiânia, ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. O Corpo de Bombeiros informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia para a realização da necropsia, que deve esclarecer as causas exatas da morte. Enquanto isso, a polícia investiga se houve alguma irregularidade no atendimento da academia ou se o corretor apresentou algum sintoma antes do colapso.

A tragédia também reacendeu o debate sobre a obrigatoriedade de profissionais de saúde em academias, uma discussão que já existe em alguns estados, mas ainda não foi regulamentada em Goiás. Em São Paulo, por exemplo, desde 2018, as academias são obrigadas a ter um profissional de saúde no local durante o horário de funcionamento. A medida, embora não evite todos os casos, pode reduzir os riscos em situações de emergência.

Enquanto as investigações avançam, a morte de Cléber deixa uma pergunta no ar: quantas outras vidas poderiam ser poupadas se mais pessoas levassem a sério os cuidados com a saúde antes de se jogar de cabeça nos exercícios? A pergunta não é nova, mas a resposta, infelizmente, ainda parece distante para muitos.