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Corpos encontrados em MT podem ser de casal desaparecido

Duas pessoas identificadas entre cadáveres em Cocalinho são o casal que sumiu em janeiro de 2025 ao deixar o DF em busca de trabalho

📝 Redação CCN•24 de setembro de 2026 às 18:48•👁 1 leituras
Corpos encontrados em MT podem ser de casal desaparecido

Corpos enterrados em uma área de mata na zona rural de Cocalinho, Mato Grosso, foram apontados nesta quarta‑feira (23) como possíveis vítimas de um desaparecimento que mobilizou a Polícia Civil desde janeiro de 2025. Glenia Borges da Silva Souza, 41, e Deived de Oliveira Ferreira, 21, deixaram o Distrito Federal há mais de um ano em busca de emprego e não foram mais vistos.

A descoberta aconteceu quando moradores da região relataram à autoridade a presença de um buraco cavado na mata. Equipes de busca foram acionadas, escavaram o local e encontraram dois cadáveres. A perícia oficial ainda deve analisar exames de DNA para confirmar a identidade dos restos. Enquanto isso, a investigação aponta fortes indícios de que os dois corpos pertençam ao casal desaparecido.

O caso ganhou repercussão nacional porque evidencia a vulnerabilidade de migrantes internos que deixam grandes centros urbanos em busca de oportunidades no interior. Familiares de Glenia e Deived enfrentam a dor de não saber o que aconteceu nos últimos meses, enquanto a comunidade de Cocalinho lida com o desconforto de um crime ainda não elucidados. A polícia local reforçou o patrulhamento nas áreas rurais e solicitou que qualquer pessoa que tenha informações sobre o desaparecimento se apresente.

Os nomes e as idades dos desaparecidos foram divulgados pela Polícia Civil, que acompanha o caso desde o registro do sumiço em janeiro de 2025. Até o momento, não há registro de ocorrência violenta na região onde o casal foi visto pela última vez. As investigações apontam que a busca por emprego pode ter levado o duo a áreas isoladas, onde a falta de rede de apoio pode ter facilitado um desfecho trágico.

Autoridades destacam que a falta de informações concretas dificulta a definição de um possível motivo. A ausência de relatos de violência ou de contato com criminosos deixa o caso aberto a diferentes hipóteses, incluindo acidentes ou crimes motivados por disputas territoriais. A perícia oficial, por meio da Politec, deve entregar laudos técnicos nas próximas semanas, o que ajudará a esclarecer se os restos realmente pertencem a Glenia e Deived.

Para os moradores de Cocalinho, o fato traz um alerta sobre a segurança nas áreas de mata e a necessidade de monitorar a presença de forasteiros em comunidades pequenas. Os líderes locais já iniciaram campanhas de conscientização sobre os riscos de se aventurar em áreas isoladas sem avisar alguém de confiança.

O próximo passo da investigação inclui a realização de exames comparativos de DNA, entrevista com familiares e amigos, além da análise de possíveis registros de deslocamento do casal nos últimos meses. Caso a identificação seja confirmada, a Polícia Civil deverá abrir um inquérito para apurar as circunstâncias da morte e, se necessário, buscar responsáveis. Enquanto isso, a família de Glenia e Deived aguarda respostas que possam trazer algum alívio ao longo de um processo marcado pela incerteza.