Corpos encontrados em MT podem ser de casal desaparecido
Duas pessoas identificadas entre cadáveres em Cocalinho são o casal que sumiu em janeiro de 2025 ao deixar o DF em busca de trabalho

Corpos enterrados em uma área de mata na zona rural de Cocalinho, Mato Grosso, foram apontados nesta quarta‑feira (23) como possíveis vítimas de um desaparecimento que mobilizou a Polícia Civil desde janeiro de 2025. Glenia Borges da Silva Souza, 41, e Deived de Oliveira Ferreira, 21, deixaram o Distrito Federal há mais de um ano em busca de emprego e não foram mais vistos.
A descoberta aconteceu quando moradores da região relataram à autoridade a presença de um buraco cavado na mata. Equipes de busca foram acionadas, escavaram o local e encontraram dois cadáveres. A perícia oficial ainda deve analisar exames de DNA para confirmar a identidade dos restos. Enquanto isso, a investigação aponta fortes indícios de que os dois corpos pertençam ao casal desaparecido.
O caso ganhou repercussão nacional porque evidencia a vulnerabilidade de migrantes internos que deixam grandes centros urbanos em busca de oportunidades no interior. Familiares de Glenia e Deived enfrentam a dor de não saber o que aconteceu nos últimos meses, enquanto a comunidade de Cocalinho lida com o desconforto de um crime ainda não elucidados. A polícia local reforçou o patrulhamento nas áreas rurais e solicitou que qualquer pessoa que tenha informações sobre o desaparecimento se apresente.
Os nomes e as idades dos desaparecidos foram divulgados pela Polícia Civil, que acompanha o caso desde o registro do sumiço em janeiro de 2025. Até o momento, não há registro de ocorrência violenta na região onde o casal foi visto pela última vez. As investigações apontam que a busca por emprego pode ter levado o duo a áreas isoladas, onde a falta de rede de apoio pode ter facilitado um desfecho trágico.
Autoridades destacam que a falta de informações concretas dificulta a definição de um possível motivo. A ausência de relatos de violência ou de contato com criminosos deixa o caso aberto a diferentes hipóteses, incluindo acidentes ou crimes motivados por disputas territoriais. A perícia oficial, por meio da Politec, deve entregar laudos técnicos nas próximas semanas, o que ajudará a esclarecer se os restos realmente pertencem a Glenia e Deived.
Para os moradores de Cocalinho, o fato traz um alerta sobre a segurança nas áreas de mata e a necessidade de monitorar a presença de forasteiros em comunidades pequenas. Os líderes locais já iniciaram campanhas de conscientização sobre os riscos de se aventurar em áreas isoladas sem avisar alguém de confiança.
O próximo passo da investigação inclui a realização de exames comparativos de DNA, entrevista com familiares e amigos, além da análise de possíveis registros de deslocamento do casal nos últimos meses. Caso a identificação seja confirmada, a Polícia Civil deverá abrir um inquérito para apurar as circunstâncias da morte e, se necessário, buscar responsáveis. Enquanto isso, a família de Glenia e Deived aguarda respostas que possam trazer algum alívio ao longo de um processo marcado pela incerteza.